Setor primário tem grandes perdas com cheias deste ano

Até o momento, as perdas ocasionadas pelas cheias deste ano elevam os prejuízos para diversos setores do agronegócio no Amazonas. Levantamento realizado na última sexta-feira pelo Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas)  totalizam em mais de R$ 165 milhões. Até o momento, 15.110 famílias tiveram suas produções atingidas nessas localidades. Entre as principais culturas estão a banana, o mamão e a mandioca. 

De acordo com o diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, o Instituto está atuando nas ações de crédito emergencial em todos os municípios. “Até a primeira semana  de abril, o Idam registrou cerca de 2,6 mil nomes de proponentes ao crédito da Afeam (Agência de Fomento do Amazonas). O objetivo é cadastrar e atualizar cadastros de produtores para projetos agropecuários, que visam recuperar áreas atingidas pela enchente, como é o caso dos plantios de mandioca e fruticultura. O crédito é destinado para apoiar as atividades produtivas em todo o estado, seja na estrutura, no transporte ou na organização da produção”, destacou Valdenor.  

Outra estratégia foi intensificar as ações itinerantes em comunidades distantes do interior para o cadastramento de produtores para emissão do CPP (Cartão do Produtor Primário), DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) e CAR (Cadastro Ambiental Rural), que são documentos essenciais para acesso às políticas públicas do setor primário. 

A Instituição segue também com as ações de entrega dos kits sementes da agricultura familiar adquiridos pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror). Ao todo, são 42,8 toneladas de sementes de diferentes tipos de hortaliças, frutas e grãos. Além do apoio logístico no transporte (fluvial e terrestre) das equipes da Defesa Civil nas ações emergenciais.

A cerca de um mês, o relatório emitido no pelo Idam indicava que as perdas para o setor chegavam a R$ 75 milhões.  O titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural), Petrucio Magalhães Júnior, diz que  o sistema que integra  o Idam, Adaf e ADS, está acompanhando diariamente a subida dos rios e as perdas causadas e provavelmente devem anunciar novas medidas para mitigar esses prejuízos.

Ações

Além disso, ações estão sendo executadas na tentativa de minimizar os impactos da enchente  à categoria. “Estamos trabalhando intensamente para socorrer as comunidades atingidas. Temos um crédito emergencial de mais de R$20 milhões para ajudar. Da mesma forma, foi concedido anistia das dívidas  dos produtores atingidos. Cerca de 42 toneladas de sementes de hortaliças, frutas, cereais e feijão estão sendo entregues aos municípios para os produtores justamente para  eles retomarem as atividades logo que o rio comece a baixar. Apoio humanitário por meio de ações das Defesa Civil estão sendo realizadas em conjunto integradas ao sistema Sepror nas calhas mais atingidas que concentram o Purus e Juruá. O governo tem feito compras emergenciais que totalizam mais de R$7,5 milhões por meio da ADS comprando destes produtores atingidos que têm alguma produção, doando por meio da Seas, da Sejusc e do Fundo de Promoção Social  para aquelas  entidades que estão em vulnerabilidade social.  

Por dentro 

Esse levantamento é referente aos municípios de Atalaia do Norte e Benjamin Constant (Alto Solimões); Fonte Boa e  Tefé (Médio Solimões); Anori e Manacapuru (Solimões); Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Tapauá e Canutama (Purus); Guajará, Ipixuna, Envira, Eirunepé, Itamarati, Juruá e Carauari (Juruá); Humaitá, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã (Rio Madeira) e Itacoatiara (Médio Amazonas).

De acordo com o Idam, um novo relatório referente às perdas deve ser divulgado nesta quinta-feira (12). 

Foto/Destaque: Divulgação

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