23 de maio de 2022

Setor primário do AM recebe reforço de R$ 80 milhões

O setor primário do Estado do Amazonas recebe um maior incentivo para fomentar a produção de alimentos. Mais R$ 80 milhões serão destinados a produtores rurais da região nos próximos dois anos, segundo o Plano Safra do Banco da Amazônia, lançado esta semana para o biênio 2020/2021. 

O aporte de crédito é estratégico para fortalecer as atividades agrícolas no interior do Estado, com foco principalmente no abastecimento do mercado consumidor de Manaus, que tem hoje uma população de 2,4 milhões de habitantes, segundo avalia a direção do Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado). 

O plano está vigente desde o dia 1º de junho e se estenderá até 30 de junho de 2021. Do total de novos recursos disponibilizados pelo banco, R$ 48 milhões são para a agricultura familiar, mini e pequeno produtor; e R$ 32 milhões para médio e grande produtores. No ano passado, foram liberados R$ 65 milhões em crédito para o segmento produtor do Estado.

Com acompanhamento técnico e suporte do Idam, são mais de mil projetos rurais que estão hoje sendo analisados para aprovação pelo Banco da Amazônia.  “Agora, temos uma meta ousada. E acreditamos que vamos alcançar o crescimento de 23% na oferta de crédito no Estado”, afirmou Esmar Prado, superintendente regional interino do Banco da Amazônia. 

O superintendente Esmar Prado ressalta que o aporte financeiro se torna uma matriz importante para a geração de novos empregos e renda à população, principalmente a rural, que vive distante da capital.  “Os novos recursos proporcionam melhorias e condições sociais para a população, dão mais segurança alimentar e, consequentemente, fomentam o desenvolvimento econômico do Estado”, acrescenta

Assistência

De acordo com o secretário de Produção Rural do Amazonas, Petrucio Magalhães Júnior, está mais rápida a análise digital de projetos de produtores rurais que entraram com pedidos de concessão do crédito, mesmo com as restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. 

“Os trabalhos estão avançando agora com maior rapidez. Tem crédito disponível, que é uma ferramenta de desenvolvimento. E o Banco da Amazônia está à disposição para atender, assim, todas as unidades locais do Idam”, disse o secretário.

O diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, afirmou que as unidades locais do instituto estão aptas para atender produtores rurais com expectativas de obter a linha de crédito. Para ele, os recursos que vêm pelo novo Plano Safra só fortalecem as atividades de um setor que enfrenta muitas atividades para o incremento da produção. “É muito estratégico para o fortalecimento da agricultura”, salientou.  

Apesar da crise sanitária, Valdenor Cardoso disse que o Idam vem disponibilizando uma assistência técnica efetiva a pescadores, extrativistas e produtores rurais que buscam o crédito junto ao Banco da Amazônia. “O atendimento também é reforçado pelos extensionistas das unidades locais do órgão”, afirmou.

Estima-se que Manaus importa hoje pelo menos 85% dos gêneros alimentícios que abastecem o mercado interno. Peixes como tambaqui e matrinxã, muito apreciados na culinária regional, vêm principalmente dos Estados vizinhos de Rondônia e Roraima, hoje grandes produtores das duas espécies em cativeiro, com foco na exportação.

O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, também compartilha da análise de que novos investimentos possibilitarão a geração de mais empregos e renda no setor primário do Amazonas, em especial nos municípios do interior.

Segundo ele, a piscicultura é um dos segmentos da atividade econômica com maior potencial de crescimento no Amazonas. As vantagens estão na abundância das águas e o domínio da tecnologia, que podem fomentar a produção. O manejo sustentável do pirarucu já é hoje uma realidade, dando mais segurança para potenciais investidores brasileiros e estrangeiros.

“Esses novos recursos destinados se somam a outras grandes iniciativas privadas e governamentais que podem diminuir a dependência do Amazonas de alimentos importados de outros Estados para suprir as necessidades do mercado local”, avalia Muni Lourenço.

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