Setor pesqueiro é alternativa econômica

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Produção manejada saiu de 30 toneladas para 1.250 toneladas nos últimos cinco anos

No Amazonas, a atividade pesqueira, além de ter importância como geração de emprego e renda também é responsável pelo manejo sustentado do pescado, maior produto de segurança alimentar do Estado. De acordo com a Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas) existe a preocupação imediata em manter um estoque regulador desse pescado. O governo já começa a ter sérios problemas à medida que diminui o estoque de Jaraqui, Pacu e Piau, peixes considerados populares entre as populações ribeirinhas que correm o risco de não ter o que consumir, já que sua base alimentar está nessas espécies nativas.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) o consumo é alto no interior do Estado, cerca de 160 quilos de peixe, alimento rico em proteína, por pessoa/ano, o que corresponde a 450 gramas, aproximadamente, de pescado consumidos por dia pelos ribeirinhos amazonenses. Entretanto, o consumo médio do Estado como um todo cai devido à baixa participação da capital, ficando entre 45 e 50 quilos de peixe pescado por pessoa/ano.
De acordo com o secretário Executivo Adjunto de Pesca e Aquicultura do Estado do Amazonas, Geraldo Bernardino, no Brasil, o consumo médio varia de sete a nove quilos de peixe pescado por pessoa/ano. O normal seriam 12 quilos por pessoa/ano, o que é considerado pela OMS como um consumo de boa qualidade. “Mas, quando se trata dos municípios do interior, este consumo chega em torno de 160 quilos/ano, ou seja, são 20 vezes o consumo brasileiro e quase 15 vezes o consumo considerado ótimo pelas organizações mundiais”, observou.

Cadeia produtiva
Segundo dados da Sepror, o Estado conta com 13 áreas de manejo. A produção saiu de 30 toneladas para 1.250 toneladas nos últimos cinco anos. Foi fundamental a participação das populações ribeirinhas na comercialização total dessa produção através da ideia de dar o valor agregado com a construção do SIP (Sistema de Industrialização do Pescado), através do filé, do pescado resfriado ou do pescado seco salgado tipo bacalhau.
O secretário de Pesca explicou que a cadeia produtiva do pescado, desde a produção de insumos até o consumidor final, é composta por vários elos diferentes. Segundo Bernardino, o primeiro elo vem da pesca artesanal, considerada a atividade mais importante do Estado. Atualmente conta com 85 mil pescadores ribeirinhos produzindo cerca de 170 mil toneladas/ano. A distribuição da pesca artesanal fica em 50% destinada ao consumo próprio do pescador e 50% para abastecer o comércio. O principal porto de desembarque é Manaus, que recebe quase 40% de toda a produção, principalmente, na Feira da Panair.
Os outros elos são a pesca em áreas manejadas, no caso, a espécie focal é o Pirarucu onde existe uma gestão participativa. Essas áreas são delimitadas por meio de acordos de pesca, com a participação de órgãos federais, estaduais de fomento e ordenamento ambiental. “Há também participação fundamental da população local na gestão, onde todos definem as regras do jogo, que faz com que hoje tenha um aumento muito grande não só dessas áreas como na produção total”, esclareceu.
O terceiro sistema é do peixe ornamental de grande importância para o Estado, mas que sofreu, recentemente, problemas de redução no volume exportação decorrente da cobiça predatória estrangeira. O Amazonas chegou a exportar 30 milhões de peixes ornamentais em 2012, e caiu para 10 milhões em 2013, significa uma queda de 66,67% nas exportações. Segundo Bernardino a tendência é de recuperação da atividade. “Definindo também o problema do ordenamento, começando pelos países vizinhos que exploraram muito nossas espécies para se viabilizar. As espécies hoje muito discutidas são Aruanã e Arraias que tem grande interesse comerciais em nível mundial”, alertou.

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