Setor é o terceiro que mais cresce no ano, aponta Suframa

Com os altos fornos em plena atividade, a produção da indústria metalúrgica no Amazonas consolidou o avanço histórico de 45,17% no faturamento durante o primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. O recorde absoluto rendeu ao setor mais de US$ 1.01 bilhão traduzido na venda de consideráveis 99.807 milhões de peças e na expansão de 43,32% da capacidade fabril destinada a atender a crescente demanda das indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus) e construção civil.
Os números divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) nos indicadores de desempenho industrial dão pistas de que a expansão do setor, nos últimos cinco anos, teve por base o crescente adensamento da cadeia produtiva, principalmente com a chegada de novas empresas dos subsetores de bens metalúrgicos, como a usinagem e a estamparia.
Os investimentos setoriais na aquisição de insumos e novas tecnologias também formam um capítulo à parte na metalurgia amazonense nos últimos cinco anos. Os dados da Suframa apontam, por exemplo, que as empresas do segmento injetaram em números absolutos, durante esse período, US$ 1.17 bilhão, o que reserva uma posição especial no ranking das cinco atividades com maior volume de investimento no Estado.
Mas o presidente do Sinmem (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus), Athaydes Félix Mariano, acredita que esse volume de investimento é muito maior se forem analisadas as circunstâncias em que a região recebeu essas aplicações. Segundo o executivo, apenas nos primeiros seis meses, as metalúrgicas já efetuaram investimentos industriais que superam em praticamente 13% o total investido no ano passado. “Fechamos com US$ 865.22 milhões, mas a expectativa é que sejam investidos no Estado pelo menos mais 15% desse volume de capital até o fim do ano, quando a produção dá uma desacelerada”, estimou.

Oferta e demanda

Athaydes explicou que o Banco Central e alguns analistas econômicos se equivocaram ao afirmar que os setores metalúrgicos das regiões industrializadas, como o Amazonas, São Paulo e Minas Gerais, contribuem para um descompasso entre oferta e demanda no país, pois os dados de crescimento da produção e de investimentos produtivos continuam mostrando percentuais consideráveis ao longo do ano. Na análise do executivo, é possível identificar que os preços praticados na cadeia produtiva da metalurgia estão 8,6% abaixo da média da inflação no índice IGP-M da Fundação Getulio Vargas, que em 12 meses é de 15,12%.
“Além disso, os preços dos itens relacionados aos serviços agregados também se encontram bem próximos à meta, com crescimento em 12 meses de 4,6%”, ressaltou.
Para a engenheira industrial Minerva Susumoto, a manutenção desses índices de crescimento apresenta-se como o maior desafio do setor metalúrgico este ano. A executiva comentou que a valorização do real frente às outras moedas ajudou as importações de insumos e ligas componentes, influenciando na estabilização de preços da maioria dos aglomerados metálicos vendidos em Manaus.
Minerva revelou ainda a estratégia de alguns empresários para obter mais incentivos ao setor metalúrgico este ano.

Empresários enfrentam problemas

“Apesar de sermos um dos setores que mais cresce no país, temos uma tributação ainda excessiva, estradas com fartos problemas de infra-estrutura e empresas sem competitividade internacional.
Por isso, queremos ampliar o diálogo com o governo federal, aproveitando que estamos em ano eleitoral e obter comprometimentos formais que garantam a manutenção dessa expansão”, ressaltou.
Já o engenheiro de produção Kazuo Osawa preferiu reafirmar em nota as boas perspectivas para a indústria neste ano, considerando que o setor reúne o maior número de mão-de-obra qualificada do PIM.
“Os desafios são bons, pois estimulam o empresário. Nossa expectativa de crescimento no volume de vendas é entre 6% e 7%. Estamos convencidos de que o emprego deve continuar a crescer, por isso queremos manter a qualificação dos operários e o nível de salários para tornar as empresas competitivas. É fundamental que os trabalhadores queiram melhorar, porque o salário só vai aumentar se melhorar a qualidade”, disse por meio de nota.
A lógica dos números da expansão social metalúrgica também é o grande diferencial para o sucesso do segmento em Manaus.
Na média mensal de janeiro a junho deste ano, segundo a Suframa, foram aplicados US$ 3.70 mil para um contingente de 5.989 trabalhadores que receberam em média US$ 618 por mês.

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