Setor desanimado com vendas e inflação

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Empresários afirmam que, desta vez, não há muito o que comemorar

Pouco o que se comemorar, assim se define o ‘Dia do Comerciante’ para este ano. A data em Manaus terá cerimônias discretas e a categoria espera que algo de bom aconteça neste segundo semestre, apesar das previsões sombrias para os próximos meses e para o ano de 2015. Inflação no teto máximo, PIB (Produto Interno Bruto) baixo e taxas de juros bancários em alta, estão entre os fatores que impedem a chegada de mais investimentos no setor. A injeção de dinheiro no comércio com o pagamento do 13º salário a partir da segunda quinzena de julho e o dia dos pais em agosto parece ser, em curto prazo, a recuperação do setor.
Comemorar com a categoria e homenagear o empresariado como um todo, foi a forma escolhida pela ACA (Associação Comercial do Amazonas) para a data em Manaus. Diferentemente de escolher um nome, entendeu-se que toda a categoria precisava estar representada, conta o presidente da ACA, Ismael Bicharra. “O ano foi de dificuldade para o setor e em reunião, decidimos por fazer assim. Aproveitaremos para antecipar as comemorações dos 143 anos da entidade, que acontecem no dia 18 de julho”, disse.
A afirmação de que nem tudo é festa para a categoria também é lembrada pelo presidente da FCDL-Am (Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Benzion, para quem os problemas de ordem macroeconômica do país afetam diretamente o comércio do Estado. “É um dia festivo para a classe comerciante, mas quando olhamos para o quadro geral, vemos a inflação e o risco de estagnação dos negócios, a perda de controle nas contas e outros pontos negativos. Ainda assim festejaremos a classe”, ressalta.

Ano difícil
A insegurança causada por fatores diversos e a queda de 1,2% no Icom (Índice de Confiança no Comércio), tem espantado novos investimentos e as previsões não são agradáveis para o ano seguinte. “Estamos com a inflação no teto, o PIB em queda e com os bancos praticando altas taxas de juros, além dos tributos. Com isso, o cenário econômico para 2015 não parece ser muito promissor”, resume Bicharra que lembra que o ano atípico, com dias reduzidos nas atividades durante os jogos da Copa do Mundo em Manaus, teve influência nas quedas registradas.
A Copa do Mundo que teve Manaus como uma das cidades- sede não registrou o volume de vendas esperado pelo comércio. Ao contrário das expectativas, houve uma queda de 3,5% nas vendas. Apenas as duas primeiras semanas do campeonato foram de bons negócios, logo após houve retração no mercado e a decepção superou a euforia.

Eleições e propostas
Com a proximidade das eleições, a categoria espera pelas propostas dos candidatos majoritários. Segundo Bicharra, estas serão enviadas a Ação Empresarial, que agrega os representantes da indústria, comércio, serviços e agricultura. Ainda aguardando estes contatos, o presidente tem a comemorar os recentes resultados das pesquisas de intenção de votos. “Tudo indica que haverá um segundo turno na disputa para governador, assim teremos mais propostas a estudar e confiamos na classe política para reduzir danos no comércio”, finaliza.
Também esperando as propostas dos candidatos, a FCDL-Am irá promover almoços e encontros para definir quem receberá o apoio da classe. “Dependemos das propostas para a definição de tomada de decisões dos lojistas. Estudaremos todas e indicaremos aos nossos colaboradores o melhor candidato,” conta Benzion.

Ícone do comércio amazonense
Lembrado sempre como ícone do comércio amazonense, José dos Santos Azevedo está à frente da TV Lar há 50 anos, completados em fevereiro deste ano. A TV lar é uma das marcas que nortearam a economia no Estado e marcaram época como uma das grandes empresas familiares pioneiras no segmento. Para Bicharra, é impossível não associar o nome de Azevedo ao empreendedorismo amazonense. “Azevedo está há tanto tempo no mercado, que é sempre cotado para homenagens. Ao comemorarmos o dia do comerciante estaremos prestando uma homenagem a ele também”, resume.
Com vários títulos de honra e prêmios cedidos por entidades ligadas ao comércio, Azevedo credita o sucesso à força de lutar e se sente honrado em ser citado como grande nome do comércio amazonense; “Sempre tivemos desafios e dificuldades, mas é importante que isso tenha acontecido, pois nos motivou a ultrapassar estes problemas. Os problemas estão aí e daí tem de vir a disposição de vencer do empreendedor, com criatividade e entusiasmo. É bom servir de exemplo para os empreendedores,” conta o empresário.

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