Com consumidores mais cautelosos e queda nas exportações, a indústria brasileira de produtos elétricos e eletrônicos desacelerou em 2012 e deve terminar o ano com crescimento tímido, de 5%, ante um avanço de 11% em 2011

Com consumidores mais cautelosos e queda nas exportações, a indústria brasileira de produtos elétricos e eletrônicos desacelerou em 2012 e deve terminar o ano com crescimento tímido, de 5%, ante um avanço de 11% em 2011.
A estimativa é de balanço divulgado ontem pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), que prevê um faturamento de R$ 145,4 bilhões para o setor neste ano.
As exportações de eletroeletrônicos caíram 5% em 2012 em comparação com o ano passado, contribuindo para o deficit da balança comercial do setor, de US$ 33,4 bilhões. As importações cresceram 1% no período.
Os segmentos que contribuíram positivamente para o desempenho da indústria foram o de telecomunicações e o de equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, cujas vendas cresceram 14% e 18% em 2012, segundo a entidade.
A área de telecomunicações foi beneficiada pelo aumento dos investimentos das operadoras neste ano. Segundo os executivos da Abinee, as principais companhias do setor investiram R$ 17 bilhões até o terceiro trimestre de 2012, dos quais metade corresponde a investimentos em infraestrutura de telecomunicações.
Já a indústria de informática, que inclui aparelhos como PCs e telefones celulares, ficou estagnada em relação ao ano passado. Em 2011, o segmento cresceu 9%.
As exportações do setor caíram 13%, afetadas, principalmente, pela redução das vendas para a Argentina, que responde por um terço do faturamento internacional desse segmento.
Os investimentos também secaram no período. As indústrias do setor investiram R$ 4,1 bilhões este ano, uma queda de 7% em relação ao capital aplicado em 2011. “Os investimentos refletem as apreensões em relação à crise internacional”, informou a entidade.
Cautela
A expectativa no início do ano era de uma expansão de até 13% nas vendas da indústria.
Segundo os executivos da Abinee, os incentivos do governo ainda não surtiram o efeito desejado na indústria neste ano, o que deve ocorrer ao longo de 2013. A entidade projeta crescimento de 8% em 2013, para R$ 156 bilhões, e aumento de investimentos da ordem de 14%.
“Vimos em 2012 uma retração do mercado de consumo, devido às incertezas do cenário internacional e ao maior endividamento do consumidor, que está mais cauteloso”, disse Antônio Hugo Valério, vice-presidente da Abinee.

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