Setor de termoplástico tem 25% das empresas vivendo últimos momentos

Preocupado com a crise pela qual passa o setor termoplástico do PIM (Pólo Industrial de Manaus), instalada há um ano, por conta da baixa venda dos televisores depois da Copa do Mundo, o presidente do (Sindicato das Indústrias de Material Plásticos do Amazonas), Ulisses Tapajós, disse que, das 40 empresas do setor, dez estão vivendo seus últimos momentos. “Algumas estão mudando de foco para continuar no mercado”, garantiu. O dirigente não fez segredo ao afirmar que a China é prejudicial ao pólo de Manaus, porque a indústria chinesa não está investindo em empresas de base em Manaus. “Tudo vem desmontado e é montado aqui”, assinalou Tapajós. A saída apontada pelo dirigente para tirar o segmento eletroeletrônico da crise em que se encontra são ações governamentais a exemplo da Adin que o governo do Estado impetrou contra o Paraná e que obteve sucesso junto ao STF. “Agora precisamos ganhar contra São Paulo que quer nos levar os fabricantes de monitores de informática”, assinalou.
Veja a entrevista na íntegra.

Jornal do Commercio- Qual a sua avaliação para o segmento de plásticos do PIM?

Ulisses Tapajós – O setor de termoplásticos é um dos termômetros do pólo de Manaus, porque fornece peças para outros segmentos, principalmente o eletroeletrônico, duas rodas e condicionadores de ar. No entanto, desde setembro de 2006, a indústria de plásticos vem enfrentado, talvez, uma das mais graves crises que o PIM já atravessou nos 40 anos da ZFM (Zona Franca de Manaus).

JC- Que parâmetros o senhor usa para medi-la?

Tapajós – Eu sempre meço uma crise pela capacidade das empresas reagirem à ela. Hoje não vejo alternativa, a curto prazo, para vencer essas dificuldades enfrentadas.

JC- Quais dificuldades o setor enfrenta atualmente?

Tapajós – Algumas são de caráter mercadológico, outras no campo tributário. Por exemplo, estamos mudando a tecnologia dos televisores –produzindo TVs com tela de cristal líquido (LCD), com peças importadas do exterior, cujo preço ainda é alto para o consumidor final, que quer comprar e não consegue. Por outro lado, ele [consumidor] também não quer mais os modelos convencionais.

JC- O consumidor está migrando para a nova tecnologia?

Tapajós – O ser humano é movido por desejos, prefere comprar o novo modelo, como não consegue, retarda a venda, porque fica na expectativa de que o preço caia num patamar que ele possa comprar.

JC- Qual o percentual de queda nas vendas de TVS?

Tapajós– O segmento de televisores do PIM teve uma queda entre 30% e 40% nas vendas até junho este ano, o que é horrível para a indústria deste setor.

JC-E a questão tributária?

Tapajós – É outro problema enfrentado. Os monitores estão sob ameaça de se transferirem para São Paulo; há notícias de que a Sansung já começou a produzir no Sul do país, é só uma questão de tempo para os monitores se transferirem de vez; áudio e DVD são todos eles importados prontos. Recentemente a LP Display fechou sua fábrica de Sprit, que também deixou de ser fabricado no PIM e passou a ser importado pronto. A partir de outubro todos os produtos de microondas começam a ser trazidos prontos da China . Isso tudo vai reduzindo o nosso campo de atuação e o setor de termoplástico, por conta dessas dificuldades, vive uma crise sem precedentes, levando algumas empresas a mudarem seu foco de atuação para continuar no mercado.

JC- A crise veio a partir de setembro de 2006. Qual o comportamento do primeiro semestre do ano passado?

Tapajós – Até junho fomos embalados pelo evento Copa do Mundo e como normalmente a euforia do consumidor é grande, vende-se mais televisores. Mas a partir de setembro o setor termoplástico entrou nessa grande dificuldade que dura um ano.

JC- Na sua opinião, qual a saída para essa crise?

Tapajós – Não consigo ver saída, vejo algumas ações que podem ser implementadas. Da parte do governo há

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