Setor de serviços registra queda de 15,3% no AM

O volume do setor de serviços do Amazonas registrou, no mês de abril, uma queda de 15,3% na comparação com igual mês do ano passado, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada ontem (15). O indicador revela que o Estado teve a maior queda de desempenho do país, seguido do Amapá (-12,3%) e Paraíba (-11,2%).
De acordo com o Disseminador de informação do IBGE/AM, Adjalma Nogueira Jaques, o setor de serviços vem perdendo fôlego devido dar apoio a outras atividades econômicas, que não conseguem evoluir. “Com o desaquecimento da economia generalizada impactando as atividades, uma vez que aqueles serviços destinadas as empresas, comércios e até pessoais sofreram dura queda na demanda”, afirma.
Dados do IBGE mostram que em fevereiro deste ano, o Amazonas registrou recuo de 18,1% quando se compara ao mesmo período do ano passado, e em março caiu 16,3%. “Os índices já vinham caindo, mas em 2016 está tendo um forte destaque negativo. Tanto que entre os meses de fevereiro a abril deste ano já bateram recorde negativo de toda série, que começou em 2012”, disse Jaques.
No acumulado do ano, os serviços apontam perdas de 16%, o que coloca o Amazonas com o segundo pior desempenho em 2016, atrás apenas do Amapá com -16,3%. Já nos últimos doze meses, o acúmulo passou para -13,2%. Com o resultado, o Estado ficou com 10,8 pontos percentuais acima de média nacional que foi de -4,5%.
A pesquisa também mostra que no quarto mês do ano, a receita nominal dos serviços atingiu queda de 13,1% na comparação com o mesmo período de 2015. O mesmo índice foi registrado para o acumulado no ano. Já o acumulado no ano para as receitas, atingiu -9,6% em abril. Na comparação com igual mês do ano anterior, as maiores variações positivas foram para Rondônia com 7,2% e Tocantins e Roraima, ambos com 6,5%.
Segundo a presidente da Abrasel-Am (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amazonas), Lilian Guedes, a atividade de serviços e comércio dependem em grande parte da indústria para crescer e se manter no mercado. “Temos uma economia dedicada ao segmento da indústria, que com a crise demitiu milhares de trabalhadores, afetando outros mil que indiretamente dependem do setor. Quando a indústria caiu, a prestação de serviços para o setor produtivo também diminuiu. E com a queda nas vendas, tudo vira uma bola de neve”, explica. Nos últimos dois anos, a indústria no Amazonas apresentou queda de 20,3%, segundo registros do IBGE.
O setor de gastronomia amazonense também sofre com a crise. De acordo com Lilian, a Abrasel-Am observou que os estabelecimentos noturnos foram os mais afetados. “Nos bares e restaurantes noturnos especializados em serviços mais caros, a queda foi maior. Já nos mais baratos e populares, a retração foi bem menor porque as pessoas não param de comer e muitas acabaram migrando para estes locais”, avalia. Para ela, a melhora do cenário econômico brasileiro depende da estabilidade política do país.

Nacional

Os dados do IBGE mostram que o volume de serviços prestados no país recuou 4,5% em abril em comparação com o mesmo período de 2015. Com o resultado, o volume de serviços prestados acumulou queda de 4,9% no ano e recuo de 4,6% em 12 meses. O resultado é o 13º pior desempenho consecutivo de queda para o mês registrado pela PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), iniciada há quatro anos.
A retração atingiu todos os segmentos pesquisados e na atividade de transportes, serviços auxiliares de transporte e correio o recuo foi de 6,5% em abril, em relação ao mesmo mês de 2015. Segundo a pesquisa, o pior desempenho no segmento de transportes ficou com a modalidade transporte terrestre, que retraiu 8,8% em abril ante abril do ano passado. Seguido das modalidades armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (-4,7%), transporte aquaviário (-2,9%) e transporte aéreo (-0,1%).
Na mesma base de comparação, os dados do IBGE também apontam quedas nas atividades de serviços prestados às famílias (-3,0%); serviços de informação e comunicação (-3 0%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,4%); outros serviços (-3,3%) e atividades turísticas (-3,6%).

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