Setor de serviços no Amazonas cresce acima da média nacional

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O Amazonas voltou a subir acima da média nacional, em novembro

O setor de serviços do Amazonas voltou a subir acima da média nacional, em novembro. O ritmo mensal, no entanto, ficou abaixo do registrado no comparativo de outubro, embora o Estado mantenha vigor nos números em relação a 2018 e nos acumulados. A conclusão vem da análise dos dados da pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta terça (14). 

O volume de serviços avançou 0,7% frente a outubro de 2019. No confronto com novembro de 2018, a expansão foi de 8,8%. Os acumulados do ano (+3,4%) e dos últimos 12 meses (+2,8%) também foram positivos. Em todos os casos, o Estado ficou bem acima da média nacional, que foram -0,1%, +1,8%, 0,9% e 0,9%, respectivamente.  

O incremento mensal manteve o Estado na sétima posição entre as 27 unidades federativas do país. Roraima (+5,2%), Piauí (+1,6%) e Paraíba (+1,2%) encabeçaram a lista, enquanto as últimas posições ficaram com Amapá (-8,1%), Mato Grosso (-5,7%) e Rondônia (-5,1%). 

O índice de expansão acumulado no ano, por outro lado, fez o Amazonas subir do quinto para o segundo lugar no ranking nacional, perdendo apenas para Tocantins (+4%) e empatando com Mato Grosso do Sul (+3,4%). Em sentido inverso, as últimas posições ficaram com Acre (-7,1%), Mato Grosso do Sul (-6,6%) e Piauí (-5,6%). 

Já a receita nominal dos serviços do Amazonas – que não leva em conta a inflação – subiu 0,9% frente a outubro de 2019 e escalou 15,8% na comparação com novembro de 2018. Os números foram positivos também para os acumulados do ano (+8,5%) e dos últimos 12 meses (+7,6%). O Estado ficou à frente da média nacional também neste caso, cujos índices respectivos foram de -0,5%, 5%, 4,4% e 4,4%.

A despeito do incremento mensal da receita nominal, o Estado desceu do segundo para o oitavo lugar no ranking do IBGE. Roraima (+3,4%), Piauí (+1,8%) e Distrito Federal (+1,5%) despontaram na frente, enquanto Mato Grosso (-6%), Amapá (-5,2%) e Rondônia (-4,8%) amargaram as colocações do rodapé da lista. 

A performance no acumulado, por outro lado, sustentou a receita nominal dos serviços do Amazonas na vice-liderança. O Estado só perdeu para Tocantins (+9%), tendo se situado imediatamente à frente do Mato Grosso do Sul (+6,8%). As quedas mais significativas vieram de Piauí (-5,1%) e Alagoas (-4,3%) e Acre (-2,7%).

Amazonas em destaque

O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, considerou que novembro foi um mês “bem positivo” para os serviços do Amazonas. Para reforçar o argumento, destaca que o setor avançou nas três principais frentes: em relação ao mês anterior (+0,7%), na comparação com novembro de 2018 (+8,8%) e no acumulado de 2019 (+3,4%).

“Quando vemos que, em novembro de 2018, o acumulado no ano apontava para uma queda de 0,7%, podemos afirmar que o desempenho da atividade ao longo de 2019 foi bem positivo. Ao mesmo tempo, vemos que somente 12 Estados conseguiram crescer. E o Amazonas está ocupando a terceira melhor posição”, asseverou.

Custos e resultados

Não há dados sobre a evolução dos segmentos de serviços do Amazonas. Em âmbito nacional, houve quedas em três das cinco atividades, entre outubro e novembro: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,7%), serviços de informação e comunicação (-0,4%) e serviços prestados às famílias (-1,5%).

No acumulado, quatro dos cinco subsetores fecharam no azul: informação e comunicação (+3,3%), outros serviços (+5,2%), serviços prestados às famílias (+3,3%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,5%). A única influência negativa veio de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,6%).

O presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Amazonas), Aderson Frota, destacou ao Jornal do Commercio, em mais de uma oportunidade, que a Reforma Trabalhista e a adoção em massa da figura dos Microempreendedores Individuais ajudou a reduzir os custos da atividade e dinamizar seus resultados. Outro explicação apontada pelo dirigente é o aquecimento da economia, graças ao gradual retorno da confiança de investidores e consumidores. 

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