8 de março de 2021

Setor de serviços no Amazonas avançam em nove anos

Em uma década, o número de empresas ativas de prestação de serviços não financeiros no Amazonas avançou de 4.410 (2009) para 6.614 (2018), uma diferença de 49,98%. A quantidade de trabalhadores alocados, no entanto, subiu mais modestamente (+9,57%), ao passar de 107.159 (2009) para 117.416 (2018). O volume de salários, retiradas e outras remunerações, por outro lado, escalou 104,41% e totalizou R$ 2,78 bilhões (2018) contra R$ 1,36 bilhão (2009). 

Entre 2009 e 2018, o setor de serviços do Amazonas (36,4%) registrou evolução constante da receita bruta e manteve a liderança na região Norte, ao acumular mais de R$ 17,77 bilhões e subir 103,55%. Em paralelo, o Pará foi a unidade federativa da região que registrou maior perda de participação (-7,8 pontos percentuais) e ficou em segundo lugar, com e fatia de 36,3%. Os dados estão na PAS (Pesquisa Anual de Serviços) 2018, compilada e divulgada pelo IBGE.

Com R$ 8,16 bilhões amealhados em 2018, o segmento de transportes, serviços auxiliares e correio (45,9%) respondeu pela maior parte da receita bruta total no Estado, no período. Foi seguido pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (22,1%), serviços de informação e comunicação (17,3%), serviços prestados às famílias (10,1%), outras atividades de serviços (2,25%), atividades imobiliárias (1,26%) e serviços de manutenção e reparação (0,94%). 

Emprego e remuneração

No que se refere aos empregos, o destaque do Amazonas veio dos serviços profissionais, administrativos e complementares, responsável por empregar 44,1% do total. Na sequência, vieram os ramos de transportes, serviços auxiliares e correio (28%), serviços prestados às famílias (17,6%), serviços de informação e comunicação (4,6%), outras atividades de serviços (2,92%), serviços de manutenção e reparação (1,89%) e atividades imobiliárias (0,72%). Praticamente todos registraram alta de pessoal entre 2009 e 2018, mas o incremento foi menor do que o nacional (+31,9%). 

Segmentos como o de alojamentos e alimentação (15.184 para 15.735), de atividades culturais, esportivas e recreativas (885 para 945) e de atividades imobiliárias (703 para 851) tiveram aumento mínimo, enquanto os serviços de manutenção e reparação (2.376 para 2.228) amargaram queda. Os maiores acréscimos vieram do transporte rodoviário (16.668 para 18.895), serviços de informação e comunicação (3.776 para 5.408) e atividades de ensino continuado (932 para 2.388), entre outros.

A remuneração média dos trabalhadores amazonenses do setor não financeiro de serviços experimentou redução em dez anos, de 2,1 (2009) para 1,9 (2018) salários mínimos. Os menores valores foram percebidos nos serviços prestados às famílias, e nos serviços profissionais, administrativos e complementares (ambos com média de 1,5). Na outra ponta, serviços de informação e comunicação (3,4) alcançaram o maior valor médio. Nenhum dos sete segmentos, contudo, melhorou a média de vencimentos. 

Desconcentração relativa

A região Norte ficou em último lugar em todo o país, em termos de participação da receita bruta de prestação de serviços. Mais populoso, o Sudeste (63,3%) deteve a maior fatia em 2018, sendo secundado pelas regiões Sul (15,7%), Nordeste (10,3%) e Centro-Oeste (8%). O Instituto destaca que, embora as posições tenham sido mantidas nos dez anos analisados na sondagem, houve desconcentração regional no setor – com redução de 3,3 pontos percentuais no Sudeste, em favor do Sul (+2,6 p.p.) e outras regiões. 

Transportes, serviços auxiliares e correio foi o segmento predominante em todo o país: do Sudeste (27,2%) ao Nordeste (28,4%), passando pelo Sul (36,4%) e Centro-Oeste (35,9%), até chegar ao Norte (39,1%). Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação sofreram declínio de participação em todo o país, apresentando quedas de 6,6; 13,2; 3,8; 12,8 e 16,6 pontos percentuais, respectivamente 

O Sudeste (57,1%) manteve o predomínio da participação regional de empregos, mas sofreu perda de 3,3 p.p. na participação, em uma década. Ao mesmo tempo, Sul (+1,4 p.p) e Nordeste (+1,1 p.p.) elevaram suas fatias de mão de obra no bolo nacional para 17% e 15%, respectivamente. O volume de salários, retiradas e outras remunerações sofreu recuo ainda maior no Sudeste (-3,7 p.p.), novamente em favor de avanços no Sul (+1,9 p.p.) e Nordeste (+1,2 p.p.), assim como no Centro-Oeste (+0,7 p.p.). Mas, todas as regiões amargaram retração na remuneração mensal média.

“Desempenho satisfatório”

Na avaliação do supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, o desempenho da atividade de serviços no Amazonas mostrou-se “bem satisfatório” na comparação dos números registrados durante os últimos dez anos, dado que todos os principais indicadores da pesquisa tiveram “evolução considerável”, em face da performance de outras unidades federativas e do recuo do PIB em 2015 e 2016.. 

“Entre os dados positivos, podemos citar o número de empresas, de pessoal ocupado, de receita bruta e de salários. Alguns segmentos, como transportes, serviços auxiliares e correio, tiveram forte participação no desempenho. No nível regional, o Amazonas lidera na receita bruta de serviços, mesmo com uma pequena margem em relação ao Pará. O que, de certa forma, surpreende, dado ao potencial econômico do Estado vizinho”, finalizou.

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