Setor de saúde perdeu participação no PIB entre 2000 e 2005

Em 2005, as atividades ligadas à saúde no Brasil geraram R$ 97,3 bilhões, o que representa queda entre 2000 (5,7%) e 2005 (5,3%) no percentual do PIB (Produto Interno Bruto), informou na quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Do valor total, a saúde pública foi responsável por 33,4%, seguida pelas outras atividades com atenção à saúde (20,4% ou R$ 19,9 bilhões) e pela fabricação de produtos farmacêuticos (13,3% ou R$ 13 bilhões).
O IBGE apontou ainda que as famílias brasileiras respondiam por 60,2% do total (R$ 103,2 bilhões) das despesas com bens e serviços de saúde -os gastos com consultas, serviços médicos em geral e medicamentos eram os que mais pesavam. A administração pública respondeu, em 2005, por 38,8% do total gasto, enquanto as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias com 1%.
Ao longo da série histórica (2000-2005), a principal despesa de consumo final das famílias foi com outros serviços relacionados com atenção à saúde (média de 1,8% do PIB), que inclui consultas e exames. Os medicamentos (média de 1,6% do PIB entre 2000 e 2005) também tiveram um peso significativo na despesa das famílias.
O estudo “Economia da Saúde: uma Perspectiva Macroeconômica 2000 – 2005”, que analisa os recursos e usos da saúde brasileira, considera dados do Ministério da Saúde, Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Postos de trabalho

Em 2005, as atividades de saúde respondiam por 3,9 milhões de postos de trabalho, ou 4,3% do total do país (90,9 milhões de vagas). De 2000 a 2005, as atividades de saúde foram diretamente responsáveis por mais de 4% do total de postos de trabalho no país.
Os dois setores com maior número de ocupações são também os de maior valor adicionado: saúde pública (1,3 milhão de postos de trabalho) e outras atividades com atenção à saúde (1,0 milhão). A terceira atividade com mais ocupações é o comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos (681 mil).
A maior parte das vagas geradas foi de vínculo formal (2,6 milhões), e pagavam um rendimento médio anual de R$ 15,9 mil. As atividades com maior rendimento por ocupação foram a fabricação de produtos farmacêuticos (R$ 36,3 mil), as atividades de atendimento hospitalar (R$ 33,1 mil) e a assistência médica suplementar (planos e seguros de saúde, com R$ 23,8 mil).
A saúde pública é a principal despesa de consumo final das administrações públicas (passou de 2,4% a 2,6% do PIB, entre 2000 e 2005). A administração pública tem também despesas com serviços de atendimento hospitalar e outros serviços relacionados com atenção à saúde – serviços mercantis que o governo adquire para oferecer grátis às famílias. Entre 2000 e 2005, as despesas do governo com serviços de saúde mercantil caíram como percentual do PIB, chegando, em 2005, a 0,5% do PIB.
As importações de bens e serviços relacionados à saúde chegaram a R$ 10,0 bilhões em 2005, o equivalente a 5,0% da oferta total desses bens e serviços no país e a 4,0% do total das importações brasileiras. Já as exportações de bens e serviços de saúde atingiram R$ 1,9 bilhão.

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