Setor de panificação cresce mais 12%

Pelo quinto ano seguido, o setor de panificação ampliou o faturamento com percentual superior a um dígito. Mesmo com ligeira baixa na intensidade de alta ante 2010, quando houve crescimento de 13,7%, o valor foi bastante expressivo

Pelo quinto ano seguido, o setor de panificação ampliou o faturamento com percentual superior a um dígito. Mesmo com ligeira baixa na intensidade de alta ante 2010, quando houve crescimento de 13,7%, o valor foi bastante expressivo. O faturamento do setor alcançou os R$ 62,99 bilhões em 2011, resultado 11,88% maior que o de 2010, que ficou em R$ 56,30 bilhões.
Apesar da alta, o presidente da Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria), Alexandre Pereira, observou que ainda é preciso aumentar o consumo de pães para que o Brasil chegue aos 60 quilos anuais recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O consumo anual do brasileiro, em 2011, manteve-se estável na média de 30 quilos por habitante. A quantidade também é bem menor do que em países vizinhos como a Argentina (82,5 quilos), o Uruguai (55 quilos) e o Chile (98 quilos).
Pereira destacou haver uma discrepância de hábitos no país. Enquanto no Sul, o consumo atinge a 50 quilos, na Região Norte limita-se a apenas 15 quilos. Ele disse que conquistar novos clientes é a grande meta das padarias do país. “Existe uma nova gama de pessoas adentrando a classe média. São quase 3 milhões [de pessoas] e isso melhora o ambiente de consumo do nosso setor.”
O presidente da Abip lembrou que o pão, principal produto das panificadoras, tende cada vez mais a dividir espaços com outros itens comuns hoje nas chamadas padarias gourmets. Nesses espaços, além da diversidade gastronômica na linha da confeitaria, o consumidor pode almoçar ou jantar e levar para casa, em alguns casos, até hortifrutigranjeiros.
Com a modernização do setor, destacou Pereira, veio a carência de mão de obra mais qualificada. Só no estado de São Paulo, existem cerca de 10 mil vagas a serem preenchidas e, no país, já são 25 mil. Em 2011, o nível de emprego no setor cresceu 2,8%, o que representou uma elevação de 21 mil postos de trabalho e uma base de 779 mil pessoas empregadas.

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