Setor de embalagem estuda expansão após consolidar resultado

A manutenção dos níveis de exportação e a recuperação do mercado interno levaram o setor de embalagens a um crescimento de 5,3% na produção de embalagens até agosto, informou a ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado). O consumo acumulado de papelão no ano bateu a marca de 1,5 milhão de toneladas.
O setor é considerado um importante termômetro da atividade econômica. O papelão ondulado é o invólucro para dois terços dos produtos transportados no mundo. “O mercado interno patinou no ano passado, enquanto as exportações seguiram forte. Neste ano, além da manutenção dos níveis de exportação temos a novidade da recuperação do mercado interno. São estes movimentos conjuntos que fazem o setor, até agora, crescer de forma firme este ano”, disse o presidente da ABPO, Paulo Sérgio Peres.
A expectativa é que o setor mantenha o ritmo de crescimento até agora registrado e feche o ano com vendas 5,5% maiores do que as realizadas em 2006. “Pelo menos acima de 5%”, acredita Peres. O ritmo interno tem feito realmente a diferença. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o consumo das famílias cresceu 5,9% no trimestre e tem sido um empurrão para o PIB. “Há forte recuperação do setor agrícola, das vendas das indústrias de bens de consumo, da indústria automobilística. Tudo isso, ajuda a recuperação do setor de embalagens”, disse Peres.
A indústria de papelão ondulado disse que tem capacidade para atender os pedidos com folga. Até dezembro, a demanda atingirá entre 2,28 milhões de toneladas. A capacidade nominal está entre 2,7 milhões a 2,8 milhões de toneladas.

A Klabin, uma das principais produtoras de papel ondulado para embalagem do país, acaba de montar um grupo para avaliar novos investimentos a partir de 2008. “Estamos num ano de crescimento firme que não deve sofrer alteração no próximo ano. A empresa já analisa que tipo de embalagem terá maior demanda para anunciar um novo investimento em 2008”, disse José Taragano, diretor-gerente de embalagens da Klabin.
A empresa estuda a compra de nova máquina para produção de papelão ondulado e para conversão das placas de ondulado em caixas vendidas aos clientes finais. As indústrias de alimento, cosmético, higiene e limpeza, de produtos congelados (principalmente carnes) são os responsáveis pela forte demanda.
Roberto Nicolau Jeha, presidente da Indústria de Papel e Papelão São Roberto S.A., tem um projeto de US$ 10 milhões para construção de uma nova fábrica de papelão ondulado em Santa Luzia (MG), onde já possui uma unidade para de produção de papel Jeha disse que a demanda vai superar o PIB, mas, mesmo assim, ainda mantém temores para apostar num novo projeto estes momento. “Ainda quero sentir mais confiança nesta retomada. Ainda não estou totalmente convencido”, disse, cauteloso. As dúvidas de Jeha não se refere ao bom momento do mercado de embalagens, mas a fatores macroeconômicos -como infra-estrutura e condições de financiamento.

Capacidade

A indústria de papelão ondulado disse que tem capacidade para atender os pedidos com folga. Até dezembro, a demanda atingirá entre 2,28 milhões de toneladas. A capacidade nominal está entre 2,7 milhões a 2,8 milhões de toneladas.
A Klabin, uma das principais produtoras de papel ondulado para embalagem do país, acaba de montar um grupo para avaliar novos investimentos a partir de 2008. “Estamos num ano de crescimento firme que não deve sofrer alteração no próximo ano. A empresa já analisa que tipo de embalagem terá maior demanda para anunciar um novo investimento em 2008”, disse José Taragano, diretor-gerente de embalagens da Klabin.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email