Setor de bebidas tem bom desempenho no semestre no Amazonas

Apesar da retração no consumo individual na ordem de 10% a 15%, no semestre, o consumo familiar garantiu a alta de 15%, para o segmento de bebidas que atua na venda de água e refrigerantes, índices comparados a igual período do ano passado. O desempenho só não foi melhor porque o inverno prolongado minou as vendas para o interior afetando o segmento. 

De acordo com o diretor superintendente da Magistral e presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas do Amazonas, Luiz Cruz, o ano passado foi bem mais crítico. “No primeiro semestre deste ano, após o mês de maio, o comércio retomou e sentimos um movimento melhor, apesar de ter afetado o consumo individual, o familiar nos garantiu um fôlego, é o caso do refrigerante de 2 litros e do garrafão de água”. 

Além da pandemia e do fator cheia que implicaram num melhor desempenho no semestre, o representante do setor, comenta que o grande vilão do mercado são os custos dos insumos derivados de plásticos que tiveram aumento entre 48% a 100%. “Em um ano, os custos das embalagens tiveram aumento significativo”. 

Mas o otimismo do setor para os próximos meses vem das projeções estimadas para este ano e do tradicional verão amazônico que é um grande aliado para o consumo de bebidas. “No nosso orçamento estimado em relação a vendas de água apostamos num incremento de 12% para este ano, e no refrigerante 6%, acredito que vamos atingir. Estamos otimistas e esperamos um aquecimento ainda maior  para este próximo semestre”. 

Ele reitera que o mercado começa a aquecer com o verão, e que após  inverno rigoroso, as coisas devem melhorar e a movimentação no comércio deve compensar qualquer dígito a menos registrado pelo setor.  

Indústria

No primeiro quadrimestre deste ano, o setor de bebidas, que concentra a produção de refrigerantes e água, teve crescimento de 9,85% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte dos mais recentes  indicadores de desempenho do PIM. 

Para o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, dado o primeiro quadrimestre extremamente adverso enfrentado pelo setor, os números são satisfatórios. “Há que se considerar que tivemos o agravamento da pandemia nos primeiros meses do ano, esse fator refreou muito o consumo”, comenta o presidente e representante do segmento no Estado. 

“A Nossa expectativa é de que o segmento retome o crescimento dos últimos anos. O arrefecimento da pandemia deve corroborar com a melhoria dos números. Apesar do setor produzir um item de primeira necessidade, as medidas restritivas tiveram impacto na produção e consumo”. 

Por dentro

Conforme os indicadores, o setor de bebidas tem mantido  crescimento ao longo dos anos, partindo de R$ 680.137.175 em 2016, para R$ 995.752.131, em 2020.

Foto/Destaque: Divulgação

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