Setor de bares e restaurantes promete ampliar pressão

Representantes do comércio de alimentação fora lar conduzem um ato pacífico contra a prorrogação do decreto do Governo do Estado que mantém suspenso alguns segmentos do setor. A manifestação conta com o apoio dos proprietário de bares, restaurantes ou flutuantes; músicos, garçons, fornecedores e demais profissionais que trabalham diretamente ou indiretamente com bares.

O presidente da Abrasel no Amazonas Fábio Cunha informou que a entidade pretende ingressar, com uma liminar na tentativa de assegurar a retomada das atividades do setor em Manaus.

A extensão do mais 30 dias da vigência do decreto foi anunciada, na manhã de terça (27), pelo governador Wilson Lima. O decreto segue até o dia 27 de novembro e estabelece que o funcionamento de restaurantes só é permitido com a descrição  de atividade primária na CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Além da suspensão das atividades em bares, mesmo que na modalidade restaurante, balneários e locais que promovem festas particulares em Manaus. 

As restrições impostas com a publicação e renovação do decreto estadual 42.794/2020, mantendo o fechamento de diversos estabelecimentos traz à tona muita discussão sobre o que é ou não essencial nesta pandemia. Fato é que o setor de bares e restaurantes vive uma efervescência com as medidas e voltam a ser impactados com as atividades econômicas suspensas.

Nem mesmo seguindo todos os protocolos impostos pela FVS (Fundação de Vigilância em Saúde), o empresário e proprietário do Porão do Alemão, William Lauschner, conseguiu evitar o fechamento do estabelecimento. Ele critica o baixo contingente da CIF (Central Integrada de Fiscalização) frente às muitas festas ilegais  que acontecem na cidade. 

No entendimento do empresário, o setor não pode ser responsável pela  disseminação da Covid-19 no Estado. “Estão punindo todos os empresários do setor como se fôssemos culpados para propagação da doença. Se é quinze ou vinte dias o período de incubação do vírus, Nós estamos há trinta dias fechados. Isso é um erro”. 

Ele defende que o empresário gera empregos e paga impostos não pode ser penalizado dessa forma. “Todo setor quer voltar trabalhar. Queremos que o governador consiga parar as festas ilegais”. Ele não concorda que as fiscalizações estejam focadas apenas nos estabelecimentos que atuam dentro da legalidade. “Se algum membro de qualquer associação tenha feito uma festa ilegal que ele seja punido,  não generalizem.  Nao podemos levar a culpa”. Ele acha bem contraditório o aumento no número de casos ao mesmo tempo que os hospitais de campanha permanecem fechados, além da ausência dos atendimentos exclusivos dos pacientes da Covid do hospital de referência Delphina Aziz. 

Ele diz que um pouco diferente de uma contratação normal quem trabalha com eventos muitas vezes não tem carteira assinada que foram os mais prejudicados durante a pandemia. São os trabalhos intermitentes. “Nós temos muitas contratações no fim de semana. Essas casas de eventos que trabalham legalmente contrata cerca de cinco mil pessoas. Fora os grandes eventos que quando acontecem contratam entre três a quatro mil pessoas. Com as casas fechadas e com o número reduzido, diminuiu tudo”. 

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