Setor de “ar” espera crescer no mínimo 50%

O setor de condicionadores de ar do PIM (Polo Industrial de Manaus) espera um aquecimento produtivo a partir de setembro, período sazonal, em que as empresas reforçam a produção para atender à região Sul, no período do verão. O segmento prevê um crescimento mínimo de 50% no volume produtivo entre os meses de setembro e novembro, em relação ao primeiro semestre de 2016. Porém, em comparação aos números de 2015, os empresários acreditam em resultados iguais ou menores do que os registrados no último ano.
Segundo os Indicadores de Desempenho da Suframa, de janeiro a abril deste ano a produção de condicionadores de ar no modelo split teve faturamento de R$474,2 milhões, com produção de 356.780 produtos. Em comparação à produção registrada no mesmo período de 2015 houve queda de 72,63%. A produção de ar-condicionados modelo janela também foi fortemente impactada nos primeiros meses do ano com redução de 87,52% na quantidade de aparelhos fabricados, em comparação ao quadrimestre do último ano. Foram produzidos 40.889 equipamentos com faturamento de R$56,7 milhões.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas, Celso Piacentini, o incremento produtivo é sazonal e atende às demandas decorrentes das altas temperaturas registradas durante o verão nas demais regiões do país, estação que inicia, nos demais Estados, em dezembro e encerra em março. Apesar do aumento produtivo sazonal, ele descarta a possibilidade de crescimento no volume anual e afirma que em 2016 as vendas poderão fechar em índices menores ou iguais aos obtidos em 2015.
“O período de maiores vendas é entre setembro e dezembro. No último mês do ano, enquanto as vendas acontecem a indústria geralmente paralisa ou reduz o ritmo das linhas de produção por baixa demanda. A partir de setembro, geralmente o setor registra crescimento entre 50% e 80% na fabricação, dependendo do ano”, disse. “Neste ano, o volume de produtos permanecerá inalterado. Não venderemos mais do que em 2015”, completou.
Piacentini ainda comentou que maior parte dos aparelhos produzidos no PIM são enviados ao Estado de São Paulo. “Todos os Estados recebem nossos aparelhos, com maior foco em São Paulo. Quanto à exportação ainda é pouco, não alcançamos nem 5% de exportação do produto que hoje chega à Venezuela e Argentina”, relatou. O vice-presidente da unidade Whirlpool, em Manaus, Armando Ennes, considera o cenário como negativo, desfavorável a qualquer previsão de aumento produtivo. Como resultado, ele prevê a redução de aproximadamente um milhão de produtos no mercado. “Neste ano, a produção deverá ser afetada. Não está desenhado o ano de verão forte, com altas temperaturas. Acredito que haverá estabilidade em relação aos números obtidos em 2015. Não esperamos grandes avanços em volumes produtivos”, destacou.
Ennes ainda afirmou que geralmente a empresa costuma contratar mão de obra para atender à produção no período de alta demanda, mas salientou que é cedo para fazer qualquer previsão em meio ao atual período.

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