Setor busca auto-regulação para melhorar atendimento

Ao responder as novas diretrizes do mercado, baseadas no desenvolvimento sustentável e na ética nos negócios, os bancos incluíram nas suas estratégias de atuação uma nova forma de relacionamento com clientes e diversos grupos de interesses para o setor.

Com o lançamento, em setembro, do Star (Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros), a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) deu um importante passo na direção da auto-regulação, um processo de longo prazo na criação de princípios e regras a serem seguidos pelas instituições financeiras para propiciar um funcionamento ‘padrão’ para os clientes. “Nada melhor que nós mesmos, que conhecemos nosso mercado, criarmos as próprias regras do setor. avaliou o diretor de relações institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos.

Meta é facilitar relação com o cliente

“O objetivo deste processo é sistematizar os aprendizados obtidos com clientes, reguladores e órgãos de defesa do consumidor para criar uma referência para a sociedade. Precisamos reduzir a necessidade de regulamentação externa”, destacou Vasconcelos.

Ele contou que algumas ações nesse sentido já foram iniciadas, como o já mencionado lançamento do Star, que tem por objetivo facilitar a comparação de tarifas entre os bancos de forma simples e rápida.

Os próximos passos do plano serão a definição de parâmetros para encerramento de contas -em outubro, em acordo com o Banco Central e com o SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor)- e, finalmente, a criação de um código de auto-regulação para pessoas físicas.

“Na primeira semana de lançamento do Star, ocorreram cerca de 4 milhões de consultas ao site da entidade. A perspectiva é melhorar a imagem dos bancos junto à sociedade”, afirmou Vasconcelos.

A Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) implantou a auto-regulação no setor há oito anos. Neste período, a entidade criou e instituiu códigos em que os próprios participantes do mercado estabeleceram normas para regular as atividades a serem praticadas no mercado.
“Tudo isso com o objetivo de adequar o funcionamento do setor. Todos os associados devem aderir às normas, caso contrário, podem sofrer ações de advertências, multas e até desligamentos da entidade”, alertou o superintendente da Anbid, José Carlos Doherty, responsável pela auto-regulação da entidade.

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