Setor alimentício enfrenta dificuldades em Manaus

A queda nas vendas, que atingem a até 18% em alguns segmentos do ramo alimentício , no período de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo intervalo de 2006 fez alguns produtos alimentícios terem seus preços reduzidos para despertar o consumo no mercado.
No início da semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que as indústrias do ramo de alimentos e bebidas do Amazonas apresentaram uma redução de 2,7% em julho, num quadro comparativo ao mesmo intervalo do ano passado.
Segundo o Sindicato da Indústria de Alimentação de Manaus, o setor de sucos e xaropes está passando pelo maior retrocesso nas vendas. Embora a pesquisa da entidade não indique o motivo desse declínio, o presidente do sindicato, Carlos Monteiro Rosas, relaciona essas perdas às dificuldades enfrentadas no setor industrial, principal atividade econômica do Estado.
“Houve muitas demissões nas fábricas neste ano e o orçamento das pessoas está cada vez mais comprometido; tudo isso influencia na diminuição do consumo de vários produtos alimentícios, como sucos e xaropes, que sofreram uma perda de 18%”, justificou o representante da entidade.
No caso dos vinagres, o retrocesso nas vendas se acentuou no mês passado, quando a maior fabricante local do setor, Virrosas, apresentou redução em cerca de 16% em sua rentabilidade financeira.
“É um produto importante para temperar e limpar os alimentos, mas quando as pessoas estão com poucos recursos financeiros diminuem a compra desse produto”, justificou Carlos Monteiro Rosas.
Para estimular o consumo, o vinagre teve seu preço reduzido em cerca de 6,4% no mês passado. Segundo o empresário, há 12 meses a garrafa de 500 ml era vendida por R$1,15, esse ano passou a ser comercializada em alguns supermercados por R$ 1.07. “ A diminuição de preços objetiva estimular o maior consumo desse produto”, frisou o executivo.
O diretor da Virrosas teme que o retrocesso no setor tenha continuidade, caso isso aconteça grande parte do quadro de funcionários teria de suspender as atividades. “Há muito excesso de estoque, estamos atingindo apenas 70% da nossa linha de produção, se isso continuar vamos precisar conceder férias aos nossos colaboradores bem antes de dezembro”, informou.

Leite e trigo estão sendo vendidos mais caros

O reajuste de preços em alguns produtos é outra dificuldade enfrentada pelo segmento de alimentos, como é o caso do leite. “Neste ano, o produto sofreu um reajuste em torno de 23% ao consumidor final e o trigo também tem sido vendido por um preço mais elevado”, disse Carlos Monteiro.
O presidente do Sindipan (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Amazonas), Carlos Azevedo, destacou que neste ano o preço do trigo apresentou uma elevação de 40%, devido à oferta da Argentina ser inferior a demanda do mercado brasileiro.
“O trigo consumido no Norte e Nordeste é originário da Argentina, por uma questão de logística e devido às vantagens de comercialização oferecidas entre países membros do Mercosul, como é o caso da Argentina e do Brasil, mas esse país não está conseguindo atender a nossa solicitação”, informou Azevedo, destacando que hoje o mercado interno está precisando comprar o produto dos Estados Unidos e Canadá, os quais oferecem preços mais elevados.
O aumento nesse principal insumo de fabricação do pão deverá provocar o reajuste de preço do produto ao consumidor final, o que pode estimular a redução nas vendas. “O mercado local deverá fazer uma elevação de 10% no preço do pão para compensar o aumento nas despesas com trigo”, frisou o representante do setor de panificação.

Desempenho de vendas

Hoje, o sindicato não tem estatísticas sobre o desempenho de vendas do segmento no Estado do Amazonas. Em nível nacional, as vendas de pães apresentaram um crescimento em cerca de 6%.
Em todo o país, a pressão no preço dos alimentos no atacado fez com que o IGP-M (Índice Geral de Preços) atingisse neste mês uma elevação d

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