Setembro registra criação de 251 mil empregos com carteira assinada

O Brasil fechou o mês de setembro com a criação de 251.168 empregos com carteira assinada, um crescimento de 0,87% em relação a agosto. É o melhor resultado para setembro da série histórica, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Em setembro, a indústria da transformação foi responsável pela criação de 112.114 vagas, o melhor resultado mensal para o setor da série histórica.

Ainda em setembro a região metropolitana de São Paulo foi que mais criou empregos, com um total de 44.681 postos. No acumulado do ano, o nível de emprego cresceu 5,81%, com criação 1,6 milhão de empregos.

O setor que mais se destacou no acumulado do ano foi o de serviços, com a criação de 497.725 postos.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse na segunda-feira que a geração recorde de empregos em setembro pode influenciar a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) e contribuir para novos cortes na taxa Selic, a taxa básica de juros.

O Banco Central inicia hoje a penúltima reunião do ano para definir a taxa. A decisão sai na quarta-feira.

No mês passado, foram criados 251.168 empregos com carteira assinada, o melhor resultado para setembro. Segundo o ministro, isso mostra que a queda nos juros não tem estimulado a inflação nem impactado negativamente o poder de compra e a criação de postos de trabalho.
“Esses dados farão com que o Copom pense com carinho. Os juros altos só favorecem quem especula com o capital”, declarou Lupi.

O ministro destacou o bom resultado da chamada indústria da transformação (como metalurgia, madeira, sapatos e vestuário), responsável pela geração de 112.114 vagas.
“Setembro é um mês forte porque os setores da economia se preparam para o fim do ano. Temos tudo para ter o melhor Natal da história na área comercial”, afirmou.
Para o ministro, o saldo de empregos deste ano deve superar o de 2004, quando foram criados 1,53 milhão de empregos. No acumulado do ano, o saldo de admissões é de 1,6 milhão, mas esse número tende a cair com as demissões feitas até dezembro na indústria.

Já o nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo cresceu 0,75% em setembro, após expansão de 0,23% em agosto, a partir de dados sem ajuste sazonal. Essa foi a nona alta mensal seguida, segundo levantamento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com a geração de 17 mil novos postos de trabalho no mês passado.

Em julho, o nível de emprego industrial foi de 0,43%; em junho, de 0,42%; em maio, de 1,02%; em abril, de 2,44%; e, em março, de 0,85%. No mês de fevereiro, o crescimento foi de 1,14% e, em janeiro, de 0,98%.

Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características específicas de cada período, o aumento no emprego no mês passado foi de 0,56%.

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