Servidores e secretários são presos por fraudes

A Polícia Federal prendeu ontem 22 pessoas numa operação contra fraudes em licitações. Entre os presos há servidores públicos e secretários da Saúde de Tangará da Serra (MT) e Porto Velho (RO). Ao todo, a operação -batizada de Hygeia- tem o objetivo de cumprir 76 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão temporária em Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Distrito Federal.
Auditorias preliminares realizadas pela CGU (Controladoria Geral da União) identificaram um esquema de desvio de recursos públicos que resultaram em um prejuízo de cerca de R$ 51 milhões em obras e serviços pagos e não executados.
O esquema era dividido em três núcleos. Um agia na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), onde os funcionários recebiam propina para direcionar licitações e executar contratos com custos superiores aos praticados no mercado. De acordo com a PF, também havia pagamento de serviços não realizados.
O segundo núcleo envolvia a contratação de empresas de engenharia por prefeituras do Mato Grosso. Os contratos eram superfaturados, mas as obras não eram concluídas.
O terceiro núcleo consistia na contratação de ONGs para prestação de serviços junto a instituições governamentais -como os programas de saúde indígena ou saúde da família. Com valores superfaturados, as ONGs eram contratadas sem licitações.
Os envolvidos deverão ser indiciados por formação de quadrilha, estelionato, fraude em licitações, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, prevaricação, entre outros crimes.

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