Servidores do Judiciário param atividades nesta sexta-feira

Nova paralização mobiliza servidores da justiça do Amazonas e de Roraima em protesto pelo reajuste salarial, ha 10 anos sem aumento

Como anunciado semana passada, os servidores da Justiça do Trabalho do Amazonas e Roraima cruzaram novamente os braços nesta sexta-feira, em paralisação de advertência pela aprovação de projeto que prevê a revisão salarial da categoria, há dez anos sem aumento.
Desta vez, o manifesto conta com o apoio dos servidores do TRE/AM (Tribunal Regional Eleitoral do estado), além de representantes regionais da Assejufe/AM (Associação dos Servidores Federais no Amazonas). “Nosso protesto atinge todas as varas trabalhistas das capitais e do interior, onde os colegas cruzam os braços por duas horas”, explica o presidente do Sindicato dos Sitra/AM/RR (Servidores da Justiça do Trabalho no Amazonas e Roraima), Luis Claudio Correia, líder do movimento.
Já o presidente do Sinjeam (Sindicato de Servidores da Justiça Eleitoral do Estado do Amazonas), Elongio Moreira dos Santos Júnior, afirma que o apoio ao manifesto dos colegas do TRT/AM será para alavancar as movimentações dos comandos de greve que já desenvolvem estratégias em todo o país. Nesta segunda-feira (19), o Sinjeam realiza assembléia geral com os servidores para decidir se aderem à greve geral por tempo indeterminado ou não.
As mobilizações permanentes acontecem por conta do PL (Projeto de Lei) nº 6613/2009 que visa à revisão salarial de 30% que está em tramitação na Câmara Federal desde 2006. Há aproximadamente dez anos, os trabalhadores não recebem reajuste salarial.
Para os servidores, a aproximação do mês de junho, data em que acontecerá a Copa do Mundo e mesmo período em que o Senado deve se esvaziar por conta do apoio aos candidatos a governos nos Estados, é o problema. Caso a votação do PL nº 6613/2009 continue se estendendo, os servidores dos órgãos: TRT, TRE, Justiça Federal e Polícia Federal (PF), devem aderir à greve geral no dia 7 de maio por tempo indeterminado.
“Estamos exercendo um direito nosso, mas com grande respeito à sociedade, por isso as paralisações de advertência”, ressaltou o vice-presidente do Sitra-AM/RR, Allan Kardec Farias. Na semana passada, os servidores da Justiça do Trabalho já haviam cruzado os braços, no Amazonas.

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