28 de junho de 2022
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Serviços e construção civil puxam crescimento de empregos em maio

O ministério destaca, por meio de texto distribuído à imprensa que, em termos absolutos e relativos, o desempenho foi o terceiro melhor da região levando-se em conta toda a série histórica do Caged, sendo superado apenas pelo ocorrido em 2004

O Amazonas registrou crescimento de 0,80% na geração de empregos com carteira assinada, com incorporação de 2.955 celetistas entre abril e maio, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a expansão foi de 7,17%, o equivalente á criação de 24.854 empregos formais.
O ministério destaca, por meio de texto distribuído à imprensa que, em termos absolutos e relativos, o desempenho foi o terceiro melhor da região levando-se em conta toda a série histórica do Caged, sendo superado apenas pelo ocorrido em 2004 (+3.421 postos) e 2005 (+3.369 postos).
O crescimento foi sustentado pelos setores de serviços (+1.435 postos e alta de 1%), construção civil (+828 postos e incremento de 3,16%) e indústria de transformação (+455 postos e avanço de 0,41%) e comércio (+298 postos e variação positiva de 0,41%). Em contrapartida, serviços industriais de utilidade pública (-50 postos e recuo de 0,82%) e agropecuária amargaram queda (-21 postos e corte de 0,64%).
No ano, o Amazonas acumula saldo positivo de 11.103 postos de trabalho, o equivalente a 3,08% a mais do que no mesmo período do ano passado. Em termos absolutos, conforme o MTE, o desempenho é o segundo melhor de toda a série histórica do Caged para o período, sendo superado apenas pelo ocorrido em 2006 (+11.621 postos).

O diretor executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, considera que a criação de novos postos de trabalho na indústria se deve principalmente ao aquecimento do setor eletroeletrônico, que até maio ainda não tinha entregue os pedidos do comércio. “Logo depois da Copa, a curva de crescimento da indústria deve se estabilizar. Por outro lado, novos projetos de instalação estão sendo avaliados e a expectativa é que até o fim do ano a geração de empregos no PIM seja incrementada mais vezes”, ponderou.

Recuo momentâneo

A economista e supervisora técnica do escritório regional do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Alessandra Cadamuro, avaliou que o crescimento do emprego formal no Brasil e no Amazonas deve continuar nos próximos meses. “Apesar de ter havido uma retração no comércio, o aumento na geração de empregos do setor demonstra que o recuo é momentâneo. Enquanto a economia brasileira estiver aquecida, a indústria e o setor de serviços também devem crescer na mesma proporção”, estimou. No caso da Construção Civil, a economista avalia que o aquecimento da atividade ainda não está refletido nas contratações. “O perfil do trabalhador da construção reflete a informalidade do setor que, incluindo os trabalhadores por conta própria, são 73% dos ocupados na construção”, ressaltou.

PIB em alta

De acordo com presidente da Fecomercio/AM, (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Roberto Tadros, o que propiciou o aumento das contratações na região foi o crescimento de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro quadrimestre. Com isso, destaca o dirigente, foi criado um clima favorável para abertura de novos negócios e ampliação dos já existentes, juntamente com o aumento do consumo em conseqüência do aumento da renda salarial, promovendo abertura de novos postos de trabalho nos setores em crescimento.
Segundo o presidente do Sindcomprests (Sindicato dos Empregados de Condomínios e Prestadores de Serviços), José Vicente, a inauguração de novos prédios e condomínios, tem elevado o número de empregos em Manaus, onde existe uma grande demanda na área da construção civil, que acaba puxando o setor de serviços na criação de novos postos de trabalho.
“Vivemos um grande momento hoje e estamos otimistas para o futuro. A Copa de 2014 vai viabilizar um grande salto no setor, criando mais empregos ainda. Portanto, o momento é de muita alegria e as perspectivas são as melhores possíveis”, finalizou.

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