16 de abril de 2021

Serra justifica aliança com Roriz e diz que acordos são ‘locais’

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, justificou a aliança de seu partido com Joaquim Roriz (PSC-DF), ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, dizendo que os acordos políticos entre as siglas são “locais”.

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, justificou a aliança de seu partido com Joaquim Roriz (PSC-DF), ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, dizendo que os acordos políticos entre as siglas são “locais”. No Distrito Federal, o PSDB faz parte da coligação que apoia Roriz, candidato a governador.

Condução da campanha

A declaração foi ao ar no jornal “Bom Dia Brasil”, na manhã de ontem. Durante 20 minutos, o candidato foi questionado pelos jornalistas do programa a respeito de suas propostas de governo e sobre a condução de sua campanha.
Sobre as alianças, Serra disse que “elas são sempre locais e regionais” e que “uma aliança não é decidida nacionalmente”. Ele também foi questionado sobre o uso da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O tucano disse que o uso da imagem estava voltado para a candidata de Lula, Dilma Rousseff (PT), e buscava mostrar que “ela não tem uma história, não tem uma biografia sólida, consistente com uma candidatura dessa importância, como é a da Presidência da República”.
Sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Serra disse: “Ninguém mais do que eu tem defendido as coisas boas do governo dele [FHC]”. Questionado se não seriam eleitoreiras as promessas de aumento do salário mínimo para R$ 600 e de 10% para aposentadorias e pensões, o tucano negou.
Ele afirmou que haverá receita adicional, que, no entanto, é subestimada pelo governo. O ex-governador defendeu cortes em cargos de confiança e renegociação de contratos para realizar a promessa.
Sobre a demora para se lançar candidato, ele disse que não queria misturar governo com campanha.
Quando o assunto foi intervenção no BC e juros altos, Serra defendeu a responsabilidade fiscal e o câmbio flutuante, mas disse que o câmbio deve ser corrigido junto com os juros.
Ele criticou a maneira como o governo atua na defesa comercial do país, pois, em sua opinião, “o Brasil atua com burrice nessa área”. O candidato disse que a abertura comercial brasileira foi no “estilo de cavalaria antiga: rápida e malfeita”.
Ele atacou a invasão de produtos industrializados da China e disse que o gigante asiático não é uma economia de mercado.

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