Seriam eles extraterrestres?

Toda vez que se fala que alguém é um nerd, a imagem que se vem à cabeça é a de uma pessoa vestida com roupas fora de moda e usando óculos, também esquisitos, afinal o estereótipo que se tem de um nerd é a de um “ser de outro mundo”, que só vive para estudar, por isso tem uma inteligência acima do padrão e, em virtude disso, de só viver com a cara enfiada nos livros, se isola do resto do mundo. Os nerds seriam frágeis fisicamente, tímidos, avessos a festas e a namoros e, para complicar, atrapalhados. Mas, de onde surgiu essa figura?
A palavra nerd teria começado a ser usada nos Estados Unidos, no final da década de 1950, no MIT (Massachusetts Institute of Technology), aliás, frequentemente citado entre as melhores universidades do mundo. Alguns alunos teriam o hábito de chamar outros de “knurd” (drunk (bêbado) ao contrário) e pronuncia-se nârd.
Uma outra versão diz que a palavra era atribuída aos trabalhadores da Northern Eletric Research and Development, do Canadá (cujas iniciais formam a palavra nerd). Esses trabalhadores, altamente qualificados, costumavam passar as noites em claro nas suas pesquisas.
No Brasil os nerds também são conhecidos por CDF’s (cabeças de ferro, ou crânios de ferro). Mas existe uma diferença entre os nerds americanos e os CDF’s brasileiros. Enquanto aqueles concentrariam seus estudos nas ciências, tecnologia e computação, os nossos garotos inteligentes se interessariam mais pelas matérias escolares, tipo matemática, física, química, geografia entre outras.

Os CDF’s de Manaus

Em Manaus, perdidos entre milhares de outros CDF’s, encontramos dois deles, João e José (nomes fictícios). João tem 15 anos e estuda num dos Colégio Militar da Polícia Militar. Seu itinerário é casa/colégio, colégio/casa. A vida de João se resume a ficar dentro do quarto lendo e jogando virtualmente no computador. Joga com pessoas do mundo todo. É apaixonado por política e discute os assuntos do dia a dia com os tios como se fosse adulto. O irmão mais velho de João, de 17 anos, confirma isso, e também que o irmão aprendeu a falar inglês sem frequentar nenhum curso, somente estudando em casa. “Gosto de estar sozinho, estudando, dentro do meu quarto, mas penso em um dia casar e ter filhos”, garantiu.
José, 18 anos, é um pouco mais livre. Tem amigos, gosta de frequentar eventos culturais e estar em meio aos intelectuais da terra. Com 17 anos entrou na Ufam, onde faz o curso de história, aliás, José é um apaixonado por história. Desde a infância “devora” livros de história. Conhece a história do Amazonas nos seus mínimos detalhes e datas. Em 2013 criou o blog História Inteligente, no qual publica textos de história geral, do Brasil e da Amazônia. Já são mais de 400 textos. No seu Facebook já assina “Historiador” e está escrevendo um livro sobre o bairro onde mora. O livro está quase pronto. Todos os amigos de José o reconhecem como muito inteligente e ele não se preocupa com o fato de dedicar tanto tempo de sua vida ao aprendizado. “É o que eu gosto. Estou aprendendo e depois vou ensinar”, assegurou.
Pejorativas antes, hoje as palavras nerd e CDF identificam pessoas com potencial para vencer na vida. Que o digam Bill Gates, Steve Jobs, Stephen Hawkink e Mark Zuckerberg. Tem até uma frase bastante atual que diz o seguinte: “cuidado com um nerd hoje. Ele pode ser seu patrão amanhã”.

De onde vieram, e veem, os nerds

O MIT (Massachusetts Institute of Technology) foi fundado em 1861, na cidade de Cambridge, estado de Massachusetts, nos Estados Unidos para atender à crescente industrialização do país, adotando o modelo europeu de universidade politécnica, com instrução laboratorial em ciência aplicada e engenharia.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) e a Guerra Fria (da década de 1950 até a década de 1990) os pesquisadores do MIT desenvolveram computadores, radares e sistemas de navegação inercial. Conhecido por suas pesquisas nas áreas de ciências físicas e engenharia, atualmente fazem parte de seu currículo a biologia, economia, linguística e administração. E ainda têm tempo para o esporte. Os engenheiros do MIT patrocinam 31 esportes. O Instituto possui cinco escolas e uma faculdade. Até o ano passado, 85 ganhadores do Prêmio Nobel, 52 da Medalha Nacional de Ciências, 34 astronautas e dois da Medalha Fields haviam passado pelos bancos do MIT. Se forem agregadas as receitas das empresas fundadas por ex-alunos do MIT, elas seriam classificadas como a 11ª economia do planeta.

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