Ser velho já é coisa do passado

O fenômeno do alongamento do tempo de vida ocorreu, inicialmente, em países desenvolvidos, porém, mais recentemente, é nos países em desenvolvimento que o envelhecimento da população vem se dando de forma acentuada.

No Brasil, o número de idosos (acima de 60 anos de idade) passou de 3 milhões em 1960, para 7 milhões em 1975, e 14 milhões em 2002 (um aumento de 500% em 40 anos) e deverá alcançar 32 milhões em 2020.

Está previsto para 2050 que um quarto da população mundial será de idosos, o equivalente a dois bilhões de habitantes.

No próximo dia 17 a FUnATI (Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade) completará 12 anos. A FUnATI  é um centro de referência de ensino, pesquisa, extensão e assistência à saúde voltados para questões inerentes ao envelhecimento e na formação de recursos humanos na área de Gerontologia e Saúde do Idoso, tendo como reitor o dr. Euler Ribeiro, geriatra, gerontologista, anestesista, pneumologista e cardiologista.

“O Amazonas possui atualmente 289 mil idosos, sendo que 80% estão vivendo em Manaus, ou seja, mais de 230 mil idosos circulando pela cidade, tendo que conviver num espaço que ainda não está preparado para eles”, falou.

“Neste século, desde 2001 até hoje, a população de idosos no Brasil aumentou 7%, com a expectativa de vida também aumentando de 70 para 77 anos neste curto espaço de tempo. Como cada vez as mulheres brasileiras estão tendo menos filhos, em poucos anos a população da terceira idade será maior do que a população de jovens de até 15 anos”, alertou. 

Vigor aos 100 anos

Muita gente se pergunta do por que o interesse dos cientistas em querer que o ser humano viva cada vez mais tempo, ainda que com o passar dos anos todas as pessoas vão ficando debilitadas.

“Na realidade a ciência trabalha para que o ser humano viva mais, porém com qualidade de vida. O objetivo é que as pessoas aprendam a envelhecer. O ser humano já está envelhecendo ainda no útero da mãe. Eu, por exemplo, estou com mais de 60 anos, mas como me cuido, me sinto com o vigor da juventude”, afirmou.

Há poucas décadas uma pessoa com 30 anos já era considerada velha. Com os avanços da ciência esta perspectiva passou, depois, para 40, 50 e hoje oficialmente, se é velho após os 60 anos. Até quando vai perdurar essa idade, é provável que não demore muito.

“Por que hoje vemos muitas pessoas da terceira idade nas ruas? Antes, sem os remédios e tratamentos que existem atualmente as pessoas envelheciam e eram abandonadas pela família nas ruas, nos asilos ou mesmo em casa. Não existiam tantos idosos como existem hoje, mas existiam. Apenas eram invisíveis para a sociedade”, contou.

“Agora não. Isso mudou. O homem e a mulher da terceira idade estão indo para a luta, para a vida, procurando viver muito bem enquanto existirem”, disse.

E para os jovens de hoje, e melhor ainda para quem está nascendo, Euler Ribeiro tem uma boa notícia.

“Acredito que nos próximos 50 anos a maioria destas mazelas que existem hoje debilitando o ser humano, não existirá mais e as pessoas poderão chegar a 70, 80, 100 anos com o mesmo vigor de quando eram adolescentes. O segredo para não envelhecer é buscar viver melhor dia após dia”, ensinou.

De núcleo a fundação

A UnATI (Universidade Aberta da Terceira Idade) foi criada inicialmente como núcleo da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) e posteriormente passou a ser Órgão Suplementar por meio do Decreto Lei 3.595 de 2011, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência sobre questões relativas ao envelhecimento.

A Universidade iniciou suas atividades no dia 17 de novembro de 2007 como anexo no terceiro andar na Escola Superior de Ciências da Saúde ESA/UEA onde realizou suas atividades por oito anos.

Desde sua criação obteve parcerias importantes com universidades renomadas do país, como Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), UnB (Universidade de Brasília (UnB), PUC/RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e USP (Universidade de São Paulo).

Em 31 de julho de 2015 a UnATI ganhou sua nova sede ocupando uma área de 400 m2, com instalações que comportam oito salas de aula, entre elas salas de música e dança, ambulatórios, laboratórios de informática, além de auditório com capacidade para cem pessoas, localizada na avenida Brasil, 70, Santo Antônio.

Em 11 de julho de 2018, a Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou por unanimidade o Projeto de Lei de número 125/2018 que criou a FUnATI (Fundação da Universidade Aberta da Terceira Idade), levando em consideração a relevância das atividades da instituição em prol da população idosa do Amazonas. A UnATI/UEA passou então a ser FUnATI, em virtude da sua independência técnica adquirida.

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