Sepror garante pescado ao consumidor

Abundância de pescado em Manaus está garantida com a produção do Tambaqui de cativeiro, do Pirarucu proveniente das áreas manejadas e do peixe popular congelado nos frigoríficos, de acordo com o secretário executivo adjunto de pesca e aquicultura da Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural), Geraldo Bernardino e feirantes da Panair e da Manaus Moderna.
“Vai ter peixe para os amazonenses comer e vai ter peixe com preço acessível”, afirma Bernardino que é formado em engenharia de pesca e doutor em aquicultura.

Estratégia

A grande estratégia está na zona urbana, onde a população pode antecipar a compra do pescado e armazenar em freezer. Na opinião do especialista, vai ter muita correria no período de 25 a 29 de março, Semana Santa, da população em busca do pescado, devido a tradição religiosa. “A tendência é do consumidor andar muito para conseguir bons preços, o que gera uma especulação muito grande. Então quem tiver condição de antecipar a compra do pescado e estocar, vai conseguir garantir bom preço”, alerta Bernardino.

No Amazonas

A grande estratégia está na medida em que aumenta o consumo na semana santa, embora o amazonense consuma muito peixe, para se ter uma ideia, no Brasil uma pessoa consome nove quilos de peixe por ano, já no interior do Amazonas o consumo chega a 180 quilos pessoa/ano. É vinte vezes o consumo médio brasileiro, segundo Bernardino. “O amazonense gosta de peixe e farinha e de farinha e peixe, embora a farinha hoje esteja mais cara que o peixe”, frisou Bernardino.

Pescado no cartão

Feirantes da Panair e da Manaus Moderna aderiram ao sistema de pagamento do pescado com cartão de crédito e débito, e aceitam todas as bandeiras.

Na Panair

Para o representante da classe dos feirantes de pescado, Nelson Coelho da Silva, o pescado não faltará no prato do amazonense, pelo fato de que o abastecimento estar normal. Os frigoríficos abastecem a feira da Panair com peixe congelado, além do pescado de viveiro que chegam nos barcos dos municípios de Itacoatiara e de Manacapuru e ainda o pescado de barragem vindo de Porto Velho possuem o melhor preço.”Se eu comprar barato eu vou vender barato também, é só ter bom volume de peixe chegando”, afirma Silva há trinta anos como feirante na Panair.
Feirante desde 1963, Raimundo Pereira de Lima, 66, vende muito peixe miúdo. E o preferido pelos consumidores manauaras é o Jaraqui, servido com baião de dois, é o prato tradicional da cidade. O preço do Jaraqui é de R$ 10 a dúzia, nos boxes da Panair, principal distribuidora de pescado para as feiras, mercados e supermercados de Manaus.
“Quem come Jaraqui não sai mais daqui. Esse é o dito popular que faz do Jaraqui o peixe mais popular da Panair, que hoje acabou sendo um prato nobre na mesa do pobre”, disse Lima.

Na Manaus Moderna

Há quinze anos como feirante de pescado miúdo, Erick Santos, 35, considera um bom negócio. “Compro e vendo 300 quilos de peixes por dia”, disse. Apesar do período do defeso, onde o peixe fica escasso, o feirante equilibra a oferta do pescado comprando dos frigoríficos, assim garante bom preço ao consumidor. “O que mais sai é o Jaraqui que vendo 10 unidades por R$ 20. E o Tambaqui pequeno, de dois quilos e meio, que vendo por R$ 25 cada”, garante.
O feirante Pé de Pano, 55, vende o peixe da espécie surubim à R$ 12 o quilo sem cabeça, na média de 150 quilos por semana. Segundo ele essa época do ano é mais difícil de adquirir o surubim por causa da cheia dos rios. “Essa época tá ruim, o rio tá enchendo e o peixe some. Eu vendo mais o surubim e vou vender pelo mesmo preço na semana santa”, disse.
Fiscalização
Em janeiro, foi apreendida cerca de uma tonelada de pescado irregular, durante ação do Batalhão Ambiental que contou com o apoio da Capitania dos Portos, no momento em que o barco MS Vitória I aportava em Manaus.
Os fiscais apreenderam peixes da espécie pacu, que está no período de defeso, além de uma grande quantidade de peixe ornamental. Sendo liberado após apresentação do documento de transporte do peixe. Foram autuados o responsável pelo pescado identificado como Adilson R.Oliveira, 52, e o dono da embarcação Manuel Osório Rodrigues, 44, pelo crime de pesca ilegal.
Em fevereiro, foram apreendidas duas toneladas de pescado, aproximadamente, na feira do Japiinlândia, zona Sul da cidade. Os responsáveis pela venda do pescado foram presos por policiais do Batalhão Ambiental da PM (Polícia Militar) e levados ao 3º DIP (Distrito Integrado de Polícia) onde foram indiciados por crime ambiental. O sargento da PM, Natanael Freires, informou que os dois responsáveis pelos boxes não apresentaram documentação de origem dos pescados, caracterizando venda ilegal do pescado.

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