Senai/AM abre vagas de cursos profissionalizantes para haitianos

Para gerar oportunidade de emprego aos imigrantes haitianos no mercado de trabalho local, o Senai/Amazonas (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) assinou no último dia 8 convênio com a Paróquia São Geraldo para disponibilizar vagas, no período de um ano, em cursos de qualificação profissional nas áreas de panificação, informática, mecânica de automóveis, montagem e manutenção de computadores e construção civil.
Os refugiados do Haiti vieram para Manaus, após o terremoto em seu país em 2010, e foram recebidos pela Paróquia São Geraldo (Av. Constantino Nery). Segundo o padre Valdecir Mayer Molinari, desde agosto, 495 haitianos já foram acolhidos pelos padres de São Carlos.
O primeiro desafio encontrado pelos haitianos no Brasil é o idioma. “A língua nativa deles é o crioulo haitiano e estamos disponibilizando cursos de língua portuguesa para depois incluir os mais familiarizados com o idioma nos cursos do SENAI”, afirmou o missionário.
Para contribuir nesse processo de aprendizado, o Senai/AM doou 40 kit´s de dicionário e gramática para serem usados no curso de português que está sendo ministrado na Escola Preciosíssimo Sangue, localizada na Avenida Constantino Nery. A iniciativa é uma parceria entre a UEA (Universidade do Estado do Amazonas), o Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas) e a Pastoral do Migrante da Igreja Católica.
Segundo a psicóloga do Senai/AM, Tatyanne Santos, as ações desenvolvidas para os haitianos fazem parte do PSAI (Programa Senai de Ações Inclusivas), na vertente de cor e etnia. O programa promove a socialização e inclusão de pessoas por meio da educação profissional.
“Os haitianos serão incluídos em turmas regulares possibilitando socialização com alunos brasileiros e integração”, explica a interlocutora do PSAI, Tatyanne Santos.
Fedia Derisca, de 23 anos, veio de Porto Príncipe, uma das cidades mais atingidas pelo terremoto de 7º na escala Richter, que vitimou mais de 200 mil pessoas no Haiti. Chegou à Manaus há quatro meses com a esperança de construir nova rotina, conquistar emprego e voltar a estudar. A haitiana era aluna universitária de agronomia e agora procura reestruturar sua vida, participando do curso de português ministrado pela professora Marta Reis para 35 haitianos refugiados que observam com atenção todas as instruções de conversação e de nível básico do idioma brasileiro.
“Quero aprender o português para trabalhar e voltar aos estudos de agronomia. Preciso conhecer um pouco mais sobre a língua e os hábitos da região, com o cuidado de preservar a minha identidade, revelando o que sou: uma haitiana que passará a viver em Manaus”, diz Fedia Derisca.
Para o ex-professor de espanhol e francês de crianças e jovens haitianas e encanador em Porto Príncipe, Bonny Jacquet, de 23 anos, os kit’s doados pelo Senai permitem um melhor aprendizado dentro da aula e dão a oportunidade de descobrir novas palavras que serão úteis na comunicação e interação social com os amazonenses.
Segundo Jacquet, sua escolha pela capital do Amazonas veio de informações sobre o amplo campo de trabalho gerado pelo PIM (Polo Industrial de Manaus).

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