Senadores se reúnem para evitar obstrução à proposta

Na tentativa de evitar a obstrução à votação da proposta orçamentária de 2008, líderes partidários do Senado vão se reunir nesta quarta-feira com o presidente e o relator da Comissão Mista de Orçamento do Congresso para discutir o anexo (emenda) de R$ 534 milhões mantido no texto final do Orçamento -que favorece um pequeno grupo de parlamentares. Senadores da oposição ameaçam trabalhar contra a aprovação do Orçamento de 2008 caso o anexo seja mantido.
A expectativa do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), é a de que os parlamentares cheguem a um acordo que permita a votação do texto durante a reunião com o senador José Maranhão (PMDB-PB), presidente da Comissão Mista de Orçamento, e o deputado José Pimentel (PT-CE), relator da peça orçamentária.
“Vamos esclarecer todas as dúvidas e votar o Orçamento. Não podemos submeter o Orçamento a uma queda de braço entre governo e oposição. Quase tudo depende do Orçamento, temos que votá-lo amanhã”, afirmou Garibaldi. O presidente do Senado disse esperar que a oposição não obstrua a votação se o objetivo for prejudicar a aprovação da peça orçamentária em ano eleitoral. “Eu não acredito que a oposição vá fazer isso. Ela não pode ser mesquinha, pequenina. A oposição tem que ser diferente. Quase tudo depende do orçamento, temos que votá-lo amanhã”, afirmou. O senador Renato Casagrande (PSB-ES), líder do PSB no Senado, disse que se não houver um acordo para a retirada do anexo, “dificilmente” a peça orçamentária será votada esta semana no plenário do Congresso (Câmara e Senado juntos).
“Eu também questiono esse anexo. O presidente e o relator da Comissão de Orçamento não se reuniram com líderes para discutir esse assunto. São emendas colocadas por um pequeno grupo de parlamentares, que acabaram privilegiados”, criticou. O governo corre contra o tempo para aprovar o Orçamento esta semana porque já está há três meses sem os recursos previstos no texto. A votação sofreu atrasos depois da derrota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira no ano passado, o que obrigou o governo federal a recalcular as estimativas de recursos previstas na peça orçamentária.

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