Seminários de agroecologia reúnem mais de 200 pessoas

O município de Parintins (AM) foi sede de palestras e debates tendo como foco a busca por formas de agriculturas mais sustentáveis, integrando os aspectos social, econômico, cultural, ecológico e ético. Os eventos são realizados em parceria pela UEA (Universidade do Estado do Amazonas), a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e pela ABA (Associação Brasileira de Agroecologia).
O interesse em torno do tema da Agroecologia reuniu mais de 200 pessoas, entre eles agricultores, ribeirinhos, indígenas, sindicalistas rurais, líderes de associações comunitárias, estudantes, professores e pesquisadores que participam do Seminário de Construção do Conhecimento Agroecológico, que tem abrangência para toda a Amazônia Ocidental.
Em articulação coordenada pela Embrapa Amazônia Ocidental, participam do evento, representantes de projetos e experiências agroecológicas dos Estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.
Na última quinta-feira, 8, começaram a ser apresentadas 17 experiências selecionadas de projetos desenvolvidos nesses Estados contemplando ações que envolvem agricultura familiar, agricultura orgânica, sistemas agroflorestais, agroextrativismo, agricultura indígena, educação, saúde, pesquisa e extensão rural. Destas serão selecionadas quatro, para serem apresentadas em seminário em âmbito nacional a ser realizado em Curitiba, no próximo mês. Todas essas experiências estão sendo sistematizadas e vão compor uma base de informações para serem compartilhadas, como parte da construção do conhecimento agroecológico.
A programação integra ainda o 2º Seminário de Agroecologia do Baixo Amazonas e a 2ª Feira de Saberes e Sabores, que conta com a presença de produtores rurais dos municípios amazonenses de Manacapuru, Boa Vista do Ramos, Manaus, Codajás, Tefé, São Sebastião do Uatumã, Nhamundá, Parintins, Urucará e Maués.
Até a última sexta-feira, 9, foram mais de 30 atividades entre palestras e discussões em grupo, a exemplo da construção da Rede de Agroecologia do Baixo Amazonas, projeto que está sendo articulado por pesquisadores da Embrapa, UEA, ABA e ANA (Articulação Nacional de Agroecologia), associações de agricultores familiares e movimentos sociais de toda a região. A rede consiste numa ampla parceria para que o meio rural do Baixo Amazonas tenha maior sustentabilidade.
Os seminários acontecem no Centro de Treinamento Dom Archângelo Cerqua, localizado às margens do lago Macurany, em Parintins. Manifestações culturais, artesanato e alimentos típicos da região do Baixo Amazonas foram apresentados na 2ª Feira Saberes e Sabores, nas noites de quinta e sexta, na Praça Digital.
No dia 7, primeiro dia do evento, representantes da Embrapa e UEA fizeram um panorama sobre sua contribuição institucional dentro do tema da agroecologia. A reitora da UEA, Marilene Corrêa, destacou entre as ações da Universidade o curso de Tecnologia em Agroecologia desenvolvido em Parintins, como parte de um amplo programa de formação tecnológica da instituição com foco nas vocações regionais e nas demandas de desenvolvimento local.
Na sequência, a chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Maria do Rosário Rodrigues, apresentou o que o centro de pesquisa vem fazendo na perspectiva da transição da agricultura convencional para a agroecologia. Nesse sentido, uma das principais linhas de atuação da Embrapa no Amazonas acontece em relação aos estudos de ZEE (Zoneamento Econômico Ecológico), ZAE (Zoneamento Agroecológico) e Zoneamento de Riscos Climáticos, principais ferramentas para auxiliar nas políticas públicas de ordenamento, gestão e monitoramento territorial.
Outras duas linhas de atuação agroecológica da Embrapa no Amazonas, destacadas por Maria do Rosário, têm foco nas temáticas do manejo, valoração e valorização da floresta; e do uso sustentável para produção agrícola em áreas já alteradas. Nesse contexto sobressaem as pesquisas com integração lavoura/pecuária /silvicultura e com sistemas agroflorestais, estudos sobre quantificação de serviços ambientais, pesquisa participativa com agricultores familiares voltada para o planejamento integrado da propriedade considerando o aspecto produtivo e a conservação de recursos ambientais, além de práticas para recuperação de áreas em processo de degradação e ainda pesquisas com reflorestamento e com aquicultura.

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