Seminário discute exportação no setor de agronegócios do Amazonas

Fomentar a exportação de produtos agropecuários brasileiros é o principal tema abordado no seminário do AgroEx (Agronegócio para Exportação), com uma série de palestras que teve início na manhã de ontem, 25, com término hoje, no auditório da Fucapi (Fundação Centro de Análise de Pesquisa e Inovação Tecnológica), na avenida Governador Danilo de Mattos Areosa, 381, Distrito Industrial. O evento, que chega a sua 30ª edição este ano, faz parte do ciclo de palestras da programação da Fiam (Feira Internacional da Amazônia), que vai até o próximo sabádo, 28. O seminário do AgroEx é organizado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e segundo a assessoria de imprensa, são esperados cerca de cem participantes até a tarde de hoje.
Representando o Mapa, esteve presente o diretor do DPI (Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio), Eduardo Sampaio Marques, apontando em sua palestra de abertura os principais empecilhos que os produtos brasileiros, em especial os amazônicos, encontram quando se trata de exportação. Segundo o diretor, o problema central é a falta de oferta organizada. “Se hoje tivéssemos mais oferta em condições exportáveis, poderíamos vender mais. Como a Amazônia possui tantos produtos exóticos, talvez uma outra barreira seja o desconhecimento de tais produtos regionais por parte do público internacional”, ressaltou Marques, tomando como exemplo o mamão, fruta extremamente popular no Brasil, mas pouco conhecida no exterior.
Para Marques, uma das maneiras para se resolver este problema é fazer com que os produtores se organizem do ponto de vista produtivo e comercial, constituindo empresas, cooperativas, ou organização em consórcios, a fim de conseguir uma produção em escala. “Um produtor que tem uma plantação de pequeno porte, de açaí ou guaraná, por exemplo, dificilmente vai conseguir mercado lá fora, porque não tem escala pra isso, ficando sempre dependente do atravessador, que vai pegar esse produto e exportar sem garantia de qualidade nenhuma”, declarou o diretor. De acordo com ele, havendo uma organização e união entre agricultores, para assim, ter uma produção mais regular e profissional, além de agregar qualidade às culturas, gera a possibilidade de se exportar.
Sobre as ações do DIP para promover os produtos brasileiros em outros países, Eduardo Marques informou que tem feito bastante missões internacionais, abertas a interessados mediante inscrição. Essas missões compreendem a participação em importantes feiras de alimentos pelo mundo. “Já fomos ao Vietnã, Indonésia, Arábia Saudita e África do Sul, entre outros países. Além disso, o DPI promove outras ações de promoção externa. No Brasil, seminários como este que estamos organizando, são uma tentativa de levar ao público a mensagem de que a exportação de nossa produção agrícola é importante”, enfatizou. Marques lamentou o fato de nunca ter levado em nenhuma missão ao exterior, um empresário amazonense, e disse ter vontade de estreitar mais as relações com produtores do Estado.

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