Seminário discute desafios do empreendedorismo na Amazônia

O Seminário “Pioneiros e Empreendedores do Brasil e do Estado do Amazonas” discutiu, na tarde de ontem (05), os novos desafios da economia do Estado e alternativas de incremento ao modelo ZFM, foco principal as discussão envolvendo o empreendedorismo e pioneirismo.
Promovido pelo Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e pela Fieam (Federação da Industria do Estado do Amazonas), o evento encerrou a Mostra dos Pioneiros e empreendedores do Brasil e do Estado do Amazonas e contou com a participação de representantes da indústrias, da Fieam, Cieam, Fapeam, Inpa, Embrapa, Afeam, entre outros órgão e entidades.
Um dos temas abordados no encontro foram os novos paradigmas de pesquisa à luz da inovação e cadeias produtivas na Amazônia. Durante o debate, o presidente da Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), Pedro Geraldo Falabella, defendeu a criação de cadeias produtivas no interior como forma de incrementar a economia local, sem abrir mão da preservação do meio ambiente.
Citando as cadeias do açaí, juta, malva e leite como exemplos, Falabella destacou a necessidade de se investir em gestão e planejamento para o sucesso dessas cadeias.
“Não adianta criarmos as cadeias produtivas se essas cadeias não tiverem começo, meio e fim. E o fim é o mais importante porque representa o destino final daquela determinada produção e o que o produtor ganhará com isso”, destacou.
Já o Presidente FAEA (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas) Muni Lourenço, disse que o setor primário poderá contribuir muito com alternativas ao modelo econômico do Polo Industrial de Manaus. Ele destacou também o caráter social do setor e defendeu a elaboração de políticas públicas, pesquisas e fomento à produção dos produtos extrativos de forma cultivada e técnica para produção em escala econômica, paralelamente ao apoio ao desenvolvimento do extrativismo.
“Nós temos hoje uma visão de que o extrativismo é muito importante nos pontos de vista econômico e social. Hoje, por exemplo, nós precisamos no mínimo quadruplicar a nossa produção de borracha para fornecimento de matéria-prima para o empreendimento industrial instalado hoje no Estado do Amazonas. E esse salto de produção, o extrativismo, por características próprias não tem esta elasticidade. Somente com a produção racional”, explicou.
Ainda segundo Muni Lourenço, a pesquisa que a Embrapa apresentou há menos de dois meses de uma seringueira que pode ser cultivada resistente ao mal das folhas, representa uma alternativa real de produção de borracha do extrativismo somada à produção cultivada para geração de empregos no interior.
“É um produto que tem perspectivas reais de geração de renda e emprego no interior”, acredita o presidente da FAEA.

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