3 de dezembro de 2021

Num mundo em que as notícias ruins, como catástrofes e outras tragédias ganham rapidamente os noticiários da mídia tradicional e das redes sociais, impactando a cada um de nós no nosso dia a dia, acredito que seja muito importante divulgar iniciativas  que ajudem a despertar novas esperanças nos corações das pessoas.

De um lado, os fatos negativos, inclusive os dramas familiares e individuais, servem para referenciar o aprendizado pela dor. De outro, os fatos positivos ajudam a referenciar o aprendizado pelo amor. Ambos os processos de aprendizagem são valiosos. Mas os frutos da esperança certamente são mais saborosos.

  Neste breve artigo desejo destacar algumas semeaduras de amor ao próximo que deram – e continuam a dar – ótimos frutos de esperança. Um deles é a Fazenda da Esperança de Manaus, que perfaz 20 anos de existência exitosa, num trabalho de solidariedade que ajudou a recuperar a saúde física e emocional de milhares de dependentes químicos. A maioria destes, jovens que haviam sido desviados de boas oportunidades na vida por terem sido aliciados para o submundo das drogas. Esse trabalho belíssimo teve desde o início a liderança de Dom Mário Pasqualoto, sob a orientação de Frei Hans e Nelson Giovanelli, pioneiros da Fazenda da Esperança no Brasil e no mundo. Lembrando que a primeira semeadura desta experiência ocorreu numa cidade -e numa pequena fazenda- do interior do estado de São Paulo, em Guaratinguetá . Numa coincidência emblemática, está sendo inaugurada oficialmente a Fazenda da Esperança de Maués na mesma data em que se celebra e se comemora o vigésimo aniversário da unidade desta capital, que apoia homens, mulheres e crianças necessitados de suporte social, psicológico e espiritual. Aliás, no interior do estado há diversos trabalhos beneméritos similares, muitos deles desenvolvidos à partir de iniciativas de religiosos católicos e evangélicos, mas também com muita dedicação de voluntários leigos e de profissionais especializados, como psicólogos e assistentes sociais.

  Assim, reitero que há diversas instituições desenvolvendo trabalhos muito importantes na área de prevenção e de tratamento de dependentes químicos, dignas de reconhecimento, inclusive os promovidos pela ainda pequena e insuficiente rede de centros atenção psicossocial da área, os Caps AD (Caps Álcool e Drogas). Nesse sentido, desejo registrar o empenho de Plácido Dodó e do saudoso psicólogo Edjar no trabalho desenvolvido no Instituto Novo Mundo, atividade que não pôde prosseguir, por falta do devido apoio governamental e empresarial.  Além deles, de dom Mário e do Padre Vinícius há muitas outras pessoas que merecem ser reconhecidas, tanto no campo da prevenção quanto no do acolhimento e tratamento dos seres humanos tão sofridos afligidos pela dependência química de drogas lícitas ou ilícitas.

   As semeaduras de esperança que expus aqui são apenas algumas das mais significativas experiências de amor ao próximo,  responsáveis pelo resgate de milhares de vidas antes submergidas na situação angustiante, muitas vezes desesperadora, da dependência química. Representam as semeaduras de amor, que resgatam a esperança de quem antes vivia sob o signo da dor. Certamente contam com as bençãos de Deus e com a cooperação de homens e mulheres de boa vontade.

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