18 de maio de 2021

SEMA autoriza reabertura de UC’s para turismo contemplativo

Das 42 Unidades de Conservação (UC) Estaduais do Amazonas apenas dez reabriram para visitação do público externo. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (11/08), propõe a retomada parcial das atividades em áreas protegidas localizadas em Manaus e municípios no entorno. Estão liberadas apenas as atividades de turismo de contemplação da natureza, as demais atividades só a partir de 30 de agosto, segundo o chefe do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (Demuc) da Sema, Rogério Bessa.

Conforme a portaria n° 87, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), está autorizada a retomada das atividades de visitação, filmagem e pesquisa científica que não envolvam o contato direto com os moradores conforme explica o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. “A reabertura das UC gerenciadas pela Sema ocorre em duas etapas, respeitando, nesse primeiro momento, o distanciamento das populações tradicionais, para depois, em uma segunda etapa, normalizar todas as atividades gradualmente. Vale destacar que a escolha dessas UC leva em consideração o atual quadro de Covid-19 nas localidades, que mantém uma estabilidade com relação às demais áreas protegidas”, pontuou.

UC’s reabertas

Parque Estadual (Parest) Sumaúma; Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista; Área de Proteção Ambiental (APA) Margem Direita do Rio Negro setor Paduari-Solimões; RDS do Rio Negro; APA Caverna do Maroaga; APA Margem Esquerda do Rio Negro setor Tarumã-Açu/ Tarumã-Mirim; APA Margem Esquerda do Rio Negro setor Aturiá-Apuauzinho; RDS Uatumã; Parest do Rio Negro Setor Norte; Parest do Rio Negro Setor Sul.

Regras de prevenção

É necessário que todas as medidas preventivas sejam cumpridas, como distanciamento de 2 metros, uso de máscaras.  Nas comunidades indígenas será disponibilizado álcool em gel na entrada da oca e os visitantes não poderão participar de danças, degustar comidas tradicionais e nem tirar foto próximo dos comunitários. Vale destacar que a escolha dessas UC’s leva em consideração o atual quadro de Covid-19 nas regiões que mantém uma estabilidade com relação às demais áreas protegidas.

Abav Collab criado para potencializar o turismo

Entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) realiza o Abav Collab, evento totalmente gratuito que trará diversas atividades virtuais de capacitação e uma plataforma repleta de tecnologia que auxiliará na retomada dos negócios do setor de turismo. As inscrições podem ser feitas a partir do dia 21 de agosto.

A expectativa é de que o número de participantes supere os 60 mil, o dobro do público registrado na edição da Abav Expo do ano passado. Uma das maiores feiras de turismo do Brasil, a tradicional Abav Expo, que ocorre presencialmente todos os anos, teve que ser adiava para 2021 em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a presidente da Abav, Magda Nassar, o Abav Collab simboliza a volta das movimentações turísticas no país. “É um formato super criativo que irá marcar a retomada real do turismo e de tudo que a gente faz nessa semana do Collab. O MTur tem sido sensacional com o mercado inteiro. Todas as nossas vitórias e pleitos começam e terminam ali.”, destacou.

Além da plataforma online, o evento terá uma parte presencial que será realizada em formato drive-in. Outra novidade será a disponibilização de um programa de recompensas para os expositores que consistirá na troca de pontos – adquiridos em atividades realizadas durante o Collab – por benefícios.

Perspectivas do Turismo de Base Comunitária na Amazônia

A vida comunitária traz a paz e a segurança que o turista dos tempos atuais está procurando e precisando

O EMPACTUR realiza amanhã, 14/8, às 15h, o ‘19º Conversando sobre Turismo’ com os convidados especiais: Profa. Dra. Suzy Simonetti – Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Profa. Dra. Silvia Cruz – Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenadora do Impactur/PA; Prof. Dr. Bruno Muniz de Brito – Universidade Estadual de Roraima (UERR). O evento enseja fomentar a reflexão sobre as questões do turismo na contemporaneidade, e criou o espaço para possibilitar esse diálogo entre a comunidade acadêmica e o mercado.

O TBC é a grande  tendência no segmento do turismo pós-pandemia. É uma prática que só é possível com envolvimento e participação das comunidades, seja ribeirinhos, indígenas, quilombolas, agricultores, valorizando os recursos locais, e na região Amazônia reforçará o turismo regional, pois o turismo na atualidade e segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), deve considerar um raio de deslocamento de 300km, grupos pequenos e familiares, com experiências localizadas e em equipamentos de médio e pequeno porte, seria a valorização do “hiperlocalismo”, tendência propícia ao TBC.

O projeto acontece desde 2016, mensalmente, debatendo temas diversos. Porém, ao se deparar com a pandemia, notou-se que os problemas inerentes ao turismo estão cada vez mais necessitando desse diálogo reflexivo para superar as adversidades impostas pelo isolamento social a saída foi realizar vis internet.

Na temática do dia 14/08, será abordado sobre o Turismo de Base Comunitária na Amazônia-TBC, com a Rede de Pesquisadores em Turismo da Amazônia, no caso os Professores Bruni Diniz, UERR, Profa. Susy Simonetti, UEA, e Profa Silvia Cruz, UFPA. São docentes e pesquisadores que estão debruçados em desvelar as contradições e explicá-las por meio de suas pesquisas sobre o TBC na Amazônia, quando cada um falará sobre seu locus de pesquisa, Roraima, Pará e Amazonas, e os resultados de suas pesquisas. Será um momento importantíssimo, inclusive, para refletirmos sobre as práticas e conceitos do TBC e vislumbrar estratégias de desenvolvimento nesse contexto tão difícil para a mobilidade social, e por conseguinte para o turismo na região.

O TBC não exclui das atividades tradicionais, como a agricultura, artesanato, o saber local, muito pelo contrário reforça a permanência dessas atividades para que o turista possa vivenciar as experiências tradicionais. Assim, o TBC pode ser um meio de preservação das tradições culturais e sociais na Amazônia, assim como dos recursos naturais.

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