Sem reunião do CAS, ZFM esvazia

Atraso de reuniões do CAS inviabiliza aluguéis de imóveis para indústrias

Um período de incertezas para o investidor. É desta forma que o segmento da corretagem imobiliária define os dias atuais em que o setor registra demanda crescente para a locação de galpões industriais e áreas destinadas à armazenagem de produtos. Corretores afirmam que o atraso nas realizações das reuniões do CAS (Conselho de Administração da Suframa) e consequentemente nas deliberações de novos projetos industriais transmitem insegurança ao empresariado que planeja investir no PIM (Polo Industrial de Manaus). A Suframa afirma que a segunda reunião do ano deve acontecer até o final deste mês.
Segundo o corretor de imóveis e diretor financeiro do Sindimóveis-AM (Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas), Roberto Dantas, na capital existem cerca de 20 imóveis, entre galpões e áreas para armazenagem de produtos industriais, disponíveis para locação. Ele afirma que a demanda pelos alugueis é crescente, porém, os contratos deixam de ser assinados por conta da demora na aprovação de projetos referentes à implantação de novas plantas industriais no PIM. Empresários de outras capitais do país chegam à cidade para avaliar os preços e localidades dos galpões.
“Na última semana recebi um grupo de empresários que pretendem trazer uma unidade fabril para a cidade, mas como o projeto da empresa ainda não foi apreciado pela Suframa, devido ao atraso na realização da reunião do CAS, eles ficaram temerosos de fechar o contrato. Casos como esse acontecem com frequência”, disse o diretor do Sindimóveis.
De acordo com o vice-presidente do Creci-AM/RR 18ª Região (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas e Roraima), Paulo Mota Júnior, a procura por locação de galpão para atividades industriais é constante. Ele confirma a ampla oferta de imóveis na capital e avalia que as deliberações documentais são necessárias para o fechamento de um contrato.
Mota ainda informa que em média as áreas procuradas têm dimensões estimadas entre 10 e 12 metros de extensão, metragem considerada ideal pelos investidores.
“Temos muitas ofertas e as autorizações, aprovações de projetos são importantes para o processo de instalação. Sem a aprovação fica difícil implantar a empresa. A dificuldade é real”, ressalta.

Crise econômica
Para um dos diretores da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Athaydes Mariano Félix, a ampla oferta de imóveis para instalação industrial é decorrente do processo de desaceleração econômica que assola o país. O diretor considera que neste momento todos os empresários observam o cenário econômico nacional e avaliam a possibilidade de novos investimentos.
Félix comenta que a redução no quantitativo de projetos apresentados na última reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas), no dia 31 de julho, foi expressiva, em comparação aos que foram propostos no penúltimo encontro, no mês de maio. Houve uma redução de 62,5% na quantidade de projetos inscritos.
“O Brasil está parado por conta dos problemas econômicos e isso gera incerteza quanto aos investimentos. Não há procura pelos imóveis porque a economia está ruim. Prova disto foi a redução que tivemos na inscrição de projetos na pauta da reunião do Codam. As indústrias não estão sendo incentivadas a vir para o PIM”, analisa.

Priscila Caldas
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