10 de abril de 2021

Sem parafina, fabricantes de ­velas sentem impacto negativo

“A situação atual da indústria de velas é alarmante”, afirmou o presidente da Abrafave (Associação Brasileira dos Fabricantes de Velas), Jozarba Cavalcante Rodrigues.

A Petrobras, único fabricante de parafina no país, parou para manutenção e o reflexo disso no mercado veleiro já está sendo negativo. “Não tem parafina e o pouco que tem está muito mais caro. Os preços dispararam. Se a situação não mudar o quanto antes, os fabricantes de velas começarão a demitir funcionários”, disse a associação por meio de comunicado à imprensa.
Atualmente, o setor emprega mais de 30 mil pessoas diretamente nas fábricas que estão espalhadas pelo país. O consumo de vela no Brasil é de 60 mil toneladas por ano, representando US$ 350 milhões anuais. Em 2007, o setor teve um crescimento acima do PIB (produto interno bruto).
Mas não é só o setor veleiro que utiliza parafina e está sentindo os efeitos da falta dela no mercado. A indústria de móveis, têxtil, fósforo, ceras, emulsões, tintas, material escolar, chiclete, entre outros também estão, segundo a Abrafave.
Cerca de 40% das fábricas de velas estão trabalhando com apenas 50% de sua capacidade, uma vez que o setor veleiro consome 60% de toda parafina produzida pela Petrobras.
Desde o começo do mês de dezembro do ano passado, quando a Petrobras começou a parada, o mercado veleiro (principal atingido) começou o ano sentindo fortemente o efeito disso.

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