29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Os cuidados e preocupação com meio ambiente são fatores discutidos há muito tempo tanto por estudiosos quanto pela população geral. Basta lembrar que quando você estava na escola, as atividades do jardim de infância envolviam o reconhecimento de recursos naturais e sua preservação.

A água, principalmente, é um recurso hídrico que recebe atenção desde os primeiros anos escolares. Quantas vezes você não ouviu as frases: ‘’Feche a torneira enquanto escova os dentes’’ ou ‘’Feche a torneira enquanto se ensaboa’’. Por mais que às vezes não levamos a sério esses pequenos conselhos, gerações futuras ficarão comprometidas se não houver intervenção em relação a como usamos os recursos hídricos disponíveis atualmente.

Por conta da atividade agrícola, vários recursos são usados diariamente para auxiliar atividades manuais e industriais. Grande parte da economia brasileira gira em torno dessas atividades do campo, sendo o sustento de milhares de famílias, e atraindo cada vez mais investidores que possuem a intenção de abrir um novo negócio voltado a essa área.

Mas para que esse desejo se realize, não é preciso apenas querer. Apesar de possuir recursos financeiros, os empresários hoje em dia já se preocupam com outra vertente que antes não tinha tanta visibilidade. O aspecto de impacto ao meio ambiente chama a atenção de produtores e empregados, que já não encontram tantos recursos disponíveis como havia antigamente. Hoje em dia, é preciso trabalhar com consciência, aproveitando o máximo de riquezas naturais sem comprometer em longo prazo a realização da atividade.

Como parâmetro, podemos citar dados apresentados pelo Centro de Política e Lei Ambiental da Universidade de Yale juntamente com a Rede de Informação do Centro Internacional de Ciências da Terra da Universidade de Columbia. Num ranking de 180 países que mediu a saúde ambiental e a vitalidade do ecossistema, o Brasil ocupa a vaga de número 55. Apesar de ser considerado uma melhora em relação ao ano de 2018, onde ocupou a posição 69ª, com tanta diversidade no país, é possível acreditar que ainda há muito o que melhorar nesse aspecto.

Dentro dessa perspectiva, o deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO) protocolou o Projeto de Lei 735/22 que visa a criação do Selo Investimento Verde. Com o objetivo de incentivar práticas sustentáveis no âmbito do mercado financeiro e de capitais brasileiro, segundo o PL, o poder público poderá conferir o selo a instituições que integram o mercado financeiro e de capitais, e que adotem práticas sustentáveis ou que ofereçam produtos ou serviços sustentáveis, nos termos do regulamento.

Em seu discurso, o autor do projeto justifica que o PL é baseado no estudo Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), após concluir que as empresas do ramo possuem interesse em adotar práticas mais sustentáveis em seus negócios, mas ainda existe uma dificuldade sobre como começar e quais medidas terão mais efeito de imediato. ‘’Nesse sentido, o Selo Investimento Verde pode servir como um guia nacional às práticas que o Estado brasileiro gostaria de ver adotada’’, finalizou Gaguim.

É importante pontuar que produtores e prestadores de serviços detentores do Selo Investimento Verde poderão ter prioridade em relação ao acesso de recursos federais, como programas de crédito, fomento e estímulo econômico, além de programas de financiamento de bancos estatais e fundos públicos.

Além de benefícios financeiros, é importante frisar que o programa também conta com a consciência dos empresários nacionais e internacionais. Propostas como essa são capazes de mudar e melhorar tanto a preservação do meio ambiente quanto a rotatividade econômica de quem escolhe adotar o projeto, uma vez que o empresário terá acesso prioritário a programas de financiamento, podendo expandir seu negócio, tendo o apoio do governo federal. O PL que tramita na Câmara dos Deputados é uma boa esperança para quem deseja investir no ramo, sempre levantando a bandeira da sustentabilidade brasileira.

*é Professor Dr. e reitor da Universidade Estadual do Amazonas

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