‘Sei como tomar decisões para salvar vidas’, diz Augusto Cezar

Vice na chapa do DC (Democracia Cristã) que tem Chico Preto como candidato a prefeito nas eleições de 15 de novembro em Manaus, o tenente-coronel PM Augusto Cezar ressalta que o policial é ‘forjado no aço’ e está sempre pronto para defender a população sob quaisquer circunstâncias. Mesmo que isso lhe “custe a própria vida”.

É dessa maneira que ele pretende governar Manaus nos próximos quatro anos junto com Chico Preto, com quem compartilha os mesmos ideais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). São dois bolsonaristas declarados que prometem cumprir à risca as propostas do maior mandatário da nação, promovendo principalmente uma vida melhor, menos desigualdade de renda e mais segurança à população.

O coronel já foi candidato ao Senado nas últimas eleições. E agora tenta chegar ao cargo de vice-prefeito. Diz que é um homem de luta, aguerrido, resoluto nas ações, perfil que lhe rendeu o apelido carinhoso de ‘Pitbull’ no quartel e junto às pessoas mais próximas.  

Ele promete mudar a concepção sobre a atuação de vice. “Não serei um vice-prefeito que ficará só no gabinete para substituir o prefeito quando estiver ausente. Ao contrário, quero participar de todas as decisões, mudar essa visão de que só o titular do cargo é que realmente governa”, salienta. “Tenho como premissas a justiça e a verdade, que são características da chapa do DC”, acrescenta.

Faixa preta de jiu-jitsu, o coronel Augusto Cezar quer levar a sua experiência de 27 anos de atuação na PM para melhorar a qualidade vida do manauara, que começa com a reestruturação do setor de segurança pública, reunindo todos os aparatos policiais – em especial, a Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Federal.

Ao contrário de outros candidatos das chapas majoritárias que disputam a prefeitura de Manaus, o coronel surpreende ao declarar que não acredita em pesquisas. Segundo ele, os números que apontam preferência por nomes durante a corrida eleitoral nem sempre refletem a verdade. “É muito fácil pagar para convencer o eleitorado. Muitas vezes são dados manipulados, pagos e tendenciosos”, critica.

Na avaliação do coronel, o País mudou consideravelmente depois que Bolsonaro assumiu a presidência. Um dado que o motiva a apostar numa possível vitória na corrida pela prefeitura. “Não se vê mais corrupção, tanto desvio de dinheiro quando se via anteriormente. Tudo mudou, a administração pública está mais moralizada, existe maior preocupação com a situação da população”, avalia.

O coronel Augusto Cezar falou com exclusividade ao Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio – O que o motivou a entrar de ‘cara’, já pela primeira vez, numa chapa majoritária para a prefeitura de Manaus, um cargo que exige experiência e muita habilidade para administrar adversidades?

Coronel Augusto Cezar – Começou em 2018. Fui convidado por um amigo que conheceu Chico Preto, com quem compartilho os mesmos ideais. Ele disputou o Senado nas eleições de 2018 apoiando o então candidato Jair Bolsonaro, um político que admiro e me identifico com esse perfil combativo e muito atuante dele.

Eu e Chico Preto somos praticantes de jiu-jitsu. Queremos agregar trabalho com muito espírito de luta, com novos valores e proporcionar grandes benefícios a toda a população de Manaus.

JC – Administrar uma prefeitura com tantos problemas é desafiador. Em termos de gestão. sente-se capacitado para assumir uma responsabilidade como vice. E o que o levou a pleitear esse cargo junto com Chico Preto?

Coronel Augusto Cezar – Sempre fui uma pessoa motivada. É uma vocação para ajudar as pessoas. Começou com meu pai que foi coronel da PM por 35 anos – de doar-se e servir ao público. Um exemplo que me identifiquei e decidi seguir. Não são apenas palavras para convencer o eleitoral. Nada de hipocrisia.

Como na polícia, vou defender a população sob quaisquer circunstâncias e até com a minha própria vida, se for preciso. A formação policial não é só operacional. Temos  um currículo administrativo extenso, que vão de gestões públicas a jurisprudência.

Então, quero alinhar esse meu conhecimento, essa minha vivência, com Chico Preto.  E conheço muito bem a cidade, sei das nuances dos maiores problemas enfrentados hoje pela cidade, como a questão da violência. Sou manauara.

E sinto-me capacitado para levar o mesmo espírito de luta, a mesma formação na PM, para a prefeitura de Manaus, sem me intimidar. Fui forjado no aço, como é todo militar, e sei como tomar decisões para salvar vidas. Claro, não sou o melhor candidato, mas vou fazer de tudo para ser, agregando mais qualidade de vida à população.

JC – Com a sua expertise e experiência de vida, o que se pode agregar para promover mais segurança pública em Manaus?

Coronel Augusto Cezar – Temos projetos para a segurança pública que seguem as novas diretrizes da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). O objetivo é capacitar uma guarda municipal (armada ou não) para atuação em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal.

Não vamos mudar nada do que já está instalado, como determina a Constituição. E sim reformular, reestruturar, com maior capacitação e direcionamento técnico. A Senasp produziu um ‘livro azul’ contendo todas essas novas orientações. São novas medidas que vão reforçar o setor de segurança pública, dando mais garantias à população, exposta a todo tipo de violência.

JC -Pesquisas indicam que 70% do eleitorado está indeciso sobre em quem votar. Como avalia o perfil do eleitor que acabará fechando com a candidatura do DC?

Coronel Augusto Cezar -Primeiro, quero dizer que a chapa do DC tem como características a justiça e a verdade. Levo isso como premissas. Não acredito em pesquisa. Tirei isso como lição nas eleições de 2018. Todo mundo falava que Jair Bolsonaro ia perder em todos os cenários estimados. E perderia até para Marina Silva. E ele acabou ganhando, derrubando todas as pesquisas.

Nessas semanas que antecedem as eleições, vê-se milhões de pesquisas apontando preferência por A ou B. Mas a gente conversa com as pessoas. A população está desacreditada com os gestores devido a tanta corrupção, desvio de dinheiro, roubos.

Hoje, praticamente todo mundo alia político a ladrão, tudo por conta de maus políticos, que só atuam como vitrines. Para mim, pesquisa e nada são a mesma coisa. Hoje, a maior população de Manaus se encontra na zona norte. Mas o maior colégio eleitoral está na zona leste.

Eu conheço todos os buracos de Manaus e posso falar com muita propriedade sobre todos os problemas da cidade. Aliás, os manauaras já conhecem a história dos gestores que foram prefeitos e governadores. E poucos fizeram pela capital.

Não quero ser herói, mas pretendo levar adiante a mesma seriedade de minha atuação na PM. Quem quer fazer, não manda recado. Vai lá direto e faz.

JC – Com quase 3 milhões de habitantes, Manaus tem um sério de problema de transporte público, também de mobilidade urbana. Como a candidatura do DC poderá pelo menos amenizar essa situação?

Coronel Augusto Cezar – A cidade cresceu desordenadamente. É um grande desafio. Muitas pessoas vieram de fora. A população teve mais facilidade para comprar carros. E o trânsito inchou.

A frota de ônibus está sucateada, não existe qualidade. E não há um ordenamento no trânsito – congestiona entre 9h e 10h. Depois, diminui o fluxo e volta a inchar de novo a partir das 15h. Mas existem várias possibilidades de melhorar o tráfego urbano.

Vamos trazer empresários, técnicos, expertises, para estudar detalhadamente cada caso, se será mantida a linha azul e outros recursos criados para aliviar o trânsito da cidade.

JC – Nas eleições passadas, dava-se ênfase ao velho e ao novo, tendo como protagonistas novos políticos. O sr. avalia que essa tendência terá continuidade no atual cenário eleitoral numa disputa reunindo 11 candidatos de chapas majoritárias?

Coronel Augusto Cezar – Resumo o cenário político no antes e pós-Bolsonaro. Anteriormente, víamos muita corrupção, desvio de dinheiro público, roubos. Mas a coisa começou a mudar quando o novo presidente assumiu o cargo, havendo mais tomadas de decisões, maior alinhamento com os municípios, Senado, Forças Armadas, Exército e até mesmo fora do País.

A nossa credibilidade mudou completamente. Aí veio a pandemia. A população teve que ficar em casa, acumulando problemas financeiros, havendo mais desesperança. Muitos morreram, famílias choraram a perda de seus entes queridos.

Tudo isso fez com que a economia recuasse, levando a um maior descrédito da população em relação aos políticos. Agora, nós estamos voltando à normalidade, levando mais benefícios às pessoas. É com esse novo ímpeto que queremos transformar a prefeitura de Manaus, fazer diferente, com uma atuação realmente efetiva e com muita seriedade.

JC – O vice-prefeito é visto como alguém que não faz praticamente nada, só assumindo quando o titular viaja, cumpre compromissos. O sr. pretende ser realmente diferente  atuando no cargo e, inclusive, participando das decisões da prefeitura?

Coronel Augusto Cezar – Se o vice-prefeito não atua é problema dele. É igual você comandar o quartel e não atuar, ficando só dentro do gabinete. Acho que isso tem muito a ver com iniciativas, de realmente tomar decisões.

Tenho conversado muito essa questão com Chico Preto. Digo sempre que quero agregar, não ficar a tiracolo do prefeito. Claro, o prefeito pode tomar decisões acima do vice, é um cargo hierárquico.

Mas quero atuar de forma diferente. E já combinei com Chico Preto que pretendo fazer parte de todas as decisões da prefeitura, levando a minha experiência de 27 anos que obtive na Polícia Militar.

JC  E agora, a pergunta cuja resposta muita gente quer saber. Por que o apelido ‘Pitbull’?

Coronel Augusto Cezar – (rss). Antes de entrar na Polícia Militar, sempre fui uma pessoa adepta de lutas marciais, demonstrando muita luta, garra, determinação. Participei de competições nacionais e internacionais, com muitas pegadas de impacto. E levei isso para o quartel.

Por isso, vem essa história de ‘Pitbull’. Fui primeiro-tenente da antiga Radiopatrulha. E depois fui para a Rocam. Quando saí, comprei um filhote de pitbull, que foi a cadela Raika. E andava com ela pra cima e pra baixo. Alguns oficiais tinham até medo de entrar no alojamento do quartel por isso. Ela dava medo só de olhar.

Quando a Raika morreu, fui fazer o curso de cão de guerra, por 35 dias, na escola do Exército. Aí, o apelido pegou mais ainda. Depois, tive um rottweiler. O apelido vem também de meu perfil – sou direto, não tenho muito ‘mimimi’. Sou um cara de choque. Se tenho que fazer, vou lá e faço. E pronto.

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