Segurança eletrônica e prevenção criminal

Nos jogos Panamericanos Rio 2007, o Rio de Janeiro constatou um exemplo muito positivo de como as tecnologias de proteção eletrônica podem ajudar autoridades a garantir a segurança da população. Ao logo dos jogos, os índices de criminalidade recuaram, fato atribuído não só ao reforço do policiamento, mas à integração das forças de segurança com tecnologias de inteligência, monitoramento e prevenção de crimes.
Os números da Secretaria da Segurança do Rio de Janeiro indicam que, em comparação com o mês anterior à realização dos jogos, as ocorrências de roubos caíram 14,3% e de furtos, 3,4%. Sem dúvida, isto é conseqüência do uso integrado de tecnologias, como monitoramento de vias públicas por câmeras, capazes de inibir atos criminosos, favorecer a articulação do aparato policial e auxiliar na identificação de infratores.

A decisão de manter 75% dos equipamentos na cidade após os jogos se revela, portanto, muito acertada. E mais: sinaliza importante amadurecimento das autoridades, que passam a enxergar a segurança pública com objetivos muito mais voltados à prevenção de crimes, que ao combate ostensivo à criminalidade (o que não deixa de ser importante). Em outras regiões do país observa-se a mesma tendência. A prefeitura de São Paulo e o governo do Distrito Federal criaram programas semelhantes para equipar escolas públicas com sistemas de alarmes e câmeras, com objetivo de coibir a depredação do bem-público e inibir a ação de traficantes nos arredores.

Estas iniciativas revelam o amplo e decisivo papel social da segurança eletrônica no combate à criminalidade. Esta é uma área que tem evoluído constantemente no Brasil. Surgido há 12 anos, o setor já movimenta US$ 1 bilhão/ano, reúne 8 mil organizações e gera 800 mil postos de trabalho. Cresceu, quase que exclusivamente, a partir da demanda da classe média, empenhada na legitimamente na defesa de seu patrimônio.

A segurança eletrônica caminha aceleradamente para expandir sua atuação e consolidar-se, como ferramenta de prevenção à criminalidade, em complementação às atividades de forças de segurança públicas e privadas. Assistimos a um crescente processo de profissionalização das empresas e a criação das primeiras regulamentações absolutamente necessárias.

Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei, apoiado pela Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), para regulamentação legal do setor. Define as atribuições de segurança eletrônica, distinguindo-o de outras atividades de segurança, e disciplina a comercialização de equipamentos, a prestação de serviços e sua fiscalização. Sem dúvida, esta iniciativa vai contribuir com o desenvolvimento de todo o setor. E, especialmente, para sua difusão a prevenção de delitos criminosos.

Selma Migliori é presidente da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).

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