10 de abril de 2021

Segundo turno pela reitoria da Ufam deve ser mais acirrada

segundo
Foto: Divulgação

 A disputa pela reitoria da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) promete ser mais acirrada ainda no segundo turno das eleições, previsto para acontecer nos dias 24 e 25 de março. A corrida eleitoral polarizou entre os professores Sylvio Puga, ex-reitor (chapa  33), e Marco Antônio Freitas Mendonça (chapa 21) que vão decidir quem será o novo reitor nos próximos quatro anos (2021 a 2025).

A militância dos dois candidatos já está em campo tentando cooptar o maior número de votos para ambos. Puga e Marco Mendonça desbancaram as professoras Andrea Waichman e Margarida Carmo (chapa 55 [email protected]), as primeiras mulheres na história da Ufam a disputar o cargo numa mesma chapa para reitor e vice.

No primeiro turno das eleições, Sylvio Puga, que tenta a reeleição, obteve 43,77% dos votos válidos, tendo como candidata a vice-reitora a professora Terezinha Fraxe. Já Marco Mendonça alcançou 32,33% na votação. Ele tem como vice o professor Raimundo Passos.

As professoras Andrea Waichman e Margarida Carmo obtiveram 23,90% dos votos, mas o processo eleitoral permite que a chapa entre com um recurso para reavaliar o resultado parcial da disputa.

O resultado das eleições foi divulgado na noite de quinta-feira (11). Puga continua com a mesma estratégia na campanha do primeiro turno. Prioriza ações de sustentabilidade com foco em desenvolvimento de tecnologias para alavancar a bioeconomia, um nicho de mercado que, aliado às atividades da ZFM (Zona Franca de Manaus), pode ser uma opção para eliminar a eterna dependência do Amazonas em relação ao polo industrial incentivado, segundo ele.

“Nossa proposta é nos aproximar mais das comunidades, estabelecendo parcerias com o governo do Estado, a prefeitura, Suframa e a inciativa privada para gerar mais empregos, renda, a partir dos conhecimentos e do capital intelectual formados pela Ufam”, ressalta Sylvio Puga.

Candidata a vice, a professora Therezinha Fraxe afirma que é necessário ‘derrubar’ os muros da universidade, aproximando-a ainda mais da população, gerando novos benefícios a todos. E privilegiando mais ações na sustentabilidade.

“Precisamos trazer a Ufam para o século 21. Pouco ainda se conhece sobre os conhecimentos desenvolvidos por uma universidade centenária. Nesse momento, que veio com a pandemia, pretendemos propor à Suframa ressignificar o CBA e colocar lá dentro as inteligências locais”, salienta a professora. “Sustentabilidade vai muito além do que convencionamos entender hoje. Abrange praticamente outros temas de suma importância à sociedade – na política, no social, cultural, na ciência, no territorial”, acrescenta ela.

Resgate do protagonismo

O professor Marco Mendonça defende o resgate do protagonismo da Ufam, uma instituição mais democrática, promovendo maior interiorização da universidade. Pretende também viabilizar uma melhor interlocução com os cinco campi do interior do Estado. Medidas, segundo ele, que podem abrir o caminho para um ensino de excelência, de qualidade.

No segundo turno, ele insiste nas propostas para eliminar o que considera uma excessiva burocratização, engessando a atuação da universidade.

Para Mendonça, tantas normas, regras, impedem que a Ufam cumpra o seu principal papel social – produção de conhecimentos, tecnologias, que proporcionem mais benefícios a todos, melhor qualidade de vida.

“A Ufam sempre foi um vetor importante de ensino de excelência, aliada a uma participação efetiva na produção de tecnologias e formação de capital intelectual. Mas agora está completamente engessada”, salienta o professor. “É preciso mudar”, diz.

No primeiro turno, as eleições para a reitoria da Ufam tiveram a participação de 5.383 estudantes, 1.575 professores e 1.148 foram votos de técnicos administrativos. A chapa 33 recebeu 3.100 votos e a chapa 21, 2.715.

Segundo a Ufam, 46 eleitores votaram em branco e 73 anularam os votos. O resultado oficial das eleições no primeiro turno deve ser publicado nesta segunda-feira (15) no site da universidade.

De acordo com a professora Iolete Ribeiro, presidente da Comissão de Consulta à Comunidade Universitária, o processo de votação teve um caráter inédito nessas eleições para a reitoria da Ufam.

“Foi a primeira eleição virtual realizada em um período muito penoso para toda a população e à comunidade acadêmica da Ufam. Mesmo assim, todos se empenharam no processo de consulta e expressaram seus votos”, disse ela.

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