Segundo trimestre não anima indústria

Com o crescimento da atividade econômica (PIB – Produto Interno Bruto Mensal) de 0,2% em abril (o melhor resultado mensal desde outubro de 2014), economistas do Serasa Experian acreditam que, apesar de discreto, o índice é um sinal de enfraquecimento da recessão econômica. Mas abertura em alta do segundo trimestre não anima muito os setores produtivos amazonenses. De janeiro a abril, o PIM (Polo Industrial de Manaus) faturou R$ 22,3 bilhões, um decréscimo de 15,26% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 26,3 bilhões). Na produção industrial, a queda foi de 13,5% em abril, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, pequenos índices positivos não se comparam a grandes perdas. “Nossa capacidade produtiva está comprometida, algumas fábricas trabalham quatro dias por semana para manterem empregos e o risco de demissões nunca nos deixou. Esses números não animam a indústria amazonense”, comenta.
De acordo com Azevedo, o crescimento divulgado é na verdade um empate. “Está no zero a zero. Não produzimos ou faturamos, então, não crescemos. Diferente do que pensam os economistas que elaboraram e divulgaram a pesquisa, não vemos o encolhimento da recessão”, ressalta o empresário.
As indefinições políticas continuam afetando a esfera econômica, explica Azevedo. “Vejo boas intenções nas tomadas de decisão da equipe econômica do governo interino. Mas muitos dos motivos para a recessão histórica que estamos passando continuam rondando. Enquanto isso não se define e as reformas não são feitas, continuaremos com um empresariado receoso e investidores desconfiados”, afirma.

Primeira necessidade

O fato de o PIM não fabricar gêneros de primeira necessidade justifica os baixos índices, disse a superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Rebecca Garcia. “É normal que em momentos de crise os consumidores reduzam a aquisição de bens de consumo duráveis e priorizem bens como alimentos e bebidas”, frisou.
De acordo com a superintendente, a autarquia continua planejando e adotando medidas para a melhora do quadro socioeconômico da região. “Já estamos concentrando esforços para fomentar as exportações e continuamos divulgando as potencialidades da Zona Franca Verde, que pode ser fator de atração de indústrias focadas nas matérias-primas regionais”, acrescentou.

Outros números

Os números do Serasa Experian pouco diferem dos divulgados na última quinta-feira (16) pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que mostra abril com uma variação positiva de 0,3% em relação março. Os dados vêm do Banco Central, que analisam o resultado bem abaixo do esperado, já que pesquisas da agência Reuters projetavam avanço de 0,30% na comparação mensal.

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