Segmento de turismo sem ilusões de retomada a curto prazo

O MTur (Ministério do Turismo) vem anunciando diversos programas com o intuito de diminuir os efeitos da pandemia no setor. O mais recente, é o selo “Turista Protegido”,  que faz parte da primeira etapa de ações que criará protocolos de segurança sanitária e de boas práticas para cada um dos segmentos no caminho de retomada gradual das atividades no setor. A iniciativa, apesar de otimista, traz tensão para representantes do setor. 

Mais que uma política institucional para dar essa segurança ao turista, é preciso entender que o impacto causado no mercado assustou muito os turistas que movimentam o setor. “A pergunta é se vamos ter passageiros porque o desemprego diante do cenário é real”, avalia  o assessor da Abav-AM (Associação Brasileira de Agências de Viagens do Amazonas), Jaime Mendonça. 

Para ele, retomar as atividades, mesmo que aos poucos, não garante reaquecimento do setor. “A realidade será outra. Se tivermos passageiro será num volume bem menor. São efeitos reais. A atividade vai precisar ser estimulada com promoções por partes das companhias aérea e dos hotéis. Vamos precisar trabalhar com margem de lucro para atingir o dinheiro que o povo disponha para investir em viagens, até mesmo os mais assíduos. 

Outro ponto avaliado pelo assessor da Abav-AM, é que o consumo de viagens deverá ser modificado e a tendência é que o turismo sofra uma proporção ainda maior, pós pandemia. O que seria muito difícil prever os efeitos no turismo a longo prazo.  

Nesta semana, o Ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, anunciou a maior liberação de recursos da pasta, cerca de R$ 5 bilhões que serão destinados  para apoiar as empresas do setor neste momento de crise em razão da pandemia global de coronavírus.

O recurso foi destinado ao Fungetur (Fundo Geral do Turismo). O dinheiro atenderá os prestadores de serviços turísticos cadastrados no Cadastur (sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo) que conta, atualmente, com 103.110 inscritos.

A dúvida, conforme Jaime Mendonça, é de que forma o montante será injetado. Ele espera que os recursos sejam investidos da melhor forma nesse primeiro momento de retomada para garantir o giro na economia.

Em entrevista ao Jornal do Commercio na semana passada, a empresária Cláudia Mendonça, da Paradise Turismo e diretora de emissivo da Abav-AM, destacou sobre o mercado de turismo, pós pandemia e comentou sobre os efeitos colaterais diante da crise da Covid. Na ocasião, ela disse que não apenas as agências de viagens estão sendo afetadas, mas que as companhias aéreas estavam suspendendo  e cancelando voos. 

E que a sobrevivência do setor pós crise provavelmente vais estar atrelado ao novo comportamento do consumidor ao planejar uma viagem com deslocamento mais curtos. E a forma de se  recuperar é justamente a criatividade e investimento em pacotes com maior desconto possível.

Conforme a Abav-AM a entidade, deverá adotar o Selo do MTur, de acordo com os protocolos de biossegurança que estarão em vigência, quando da abertura das suas associadas.

“No momento  estamos trabalhando  pelas linhas de crédito, anunciado pelos governos Federal e  Estadual, o foco é salvar, as vidas, os empregos e as Agências de Turismo”. afirmou o presidente da Abav-AM, Roberto Cunhago.

Sobre o selo “Turista Protegido”

O programa busca chancelar as atividades turísticas que assegurarem o cumprimento de, por exemplo, requisitos de higiene e limpeza para prevenção da Covid-19. Inicialmente, estão previstos 16 protocolos de boas práticas, que buscarão ser segmentados de acordo com as especificidades de cada um dos setores atendidos, como meios de hospedagem, agências de turismo, locadoras de veículos, transportadoras, parques temáticos, casas de espetáculo, guias de turismo. A orientação para cada categoria será divulgada nos próximos dias.

O selo estará vinculado ao Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). Os estabelecimentos precisam estar cientes e orientar os turistas sobre como cumprir as precauções básicas de prevenção ao coronavírus, incluindo os procedimentos básicos de assepsia, monitoramento diário para avaliação da febre, verificação de tosse ou dificuldade em respirar, cumprimento às orientações do Ministério da Saúde para limpeza de superfícies e tratamento de roupa nos estabelecimentos.

Com esta medida, o MTur pretende qualificar o setor turístico com informação sobre as medidas de higiene e limpeza adotadas pelos estabelecimentos e, também, promover o país como um destino turístico protegido e preocupado em oferecer cuidados aos seus visitantes nacionais e internacionais.

“Essa política do Ministério do Turismo está alinhada às melhores práticas globais e é mais uma ação da Pasta de olho na retomada da atividade turística em todo o país. Vamos sair na frente e assegurar que os anseios do turista por uma viagem mais segura seja atendido”, comentou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Fonte: Andreia Leite

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