Segmento de biscoitos garante lugar na mesa do consumidor nortista

Pesquisa do Simabesp (Sindicato da Indústria de Massas e Biscoitos do Estado de São Paulo) mostrou que 70% das compras de biscoitos são uma decisão das mulheres, que escolhem tipos e variedades de acordo com o gosto e o desejo de cada pessoa da casa. “As famílias consomem biscoito em vários momentos: no café da manhã, durante o dia, nas refeições intermediárias e no período da noite”, afirmou o presidente da entidade, José dos Santos dos Reis.
Segundo a pesquisa as mulheres têm preferência pelos biscoitos doces e amanteigados, enquanto as crianças preferem os recheados. Os homens gostam mais dos salgados. “Outra característica interessante é que na região Nordeste o biscoito Cream Cracker substitui o pão”.
O biscoito está presente em 98% dos lares brasileiros. “Por isso, os supermercados devem privilegiar espaço nas gôndolas para as diversas variedades, já que esta categoria representa uma excelente fonte de faturamento. Também é preciso atender um nicho especial: os das pessoas solteiras, descasadas ou dos que moram sós. Este é um público muito prático e que busca comodidade. O biscoito é fácil de armazenar, atende os diferentes desejos, é prático para refeições rápidas e é encontrado em vários tamanhos e tipos de embalagens, como a mini dose”, orientou Reis.

Desempenho por região

A diversificação dos produtos, de embalagens e nichos de mercados, aliada à criatividade dos fabricantes é o caminho para que o mercado de biscoitos no Brasil possa crescer em termos de consumo e justificar plenamente sua posição como o segundo maior produtor mundial, com 1.112 milhão toneladas fabricadas em 2006, que representam um faturamento em torno de R$ 6,88 bilhões.
O mercado é amplo: as indústrias de biscoitos são cerca de 400, sendo que as 20 maiores representam 75% do mercado. Os canais de venda também são diversos: cerca de 45% das vendas dos fabricantes são feitas via supermercados; 35% para os atacadistas; 20% para os distribuidores; e 5% direto ao varejo.
O consumo anual per capita do consumidor brasileiro tem se situado em torno dos seis quilos nos últimos cinco anos. A expectativa é de que, com condições econômicas condizentes, novos lançamentos e adequação dos produtos ao mercado, esta marca chegue a oito quilos nos próximos dez anos e a produção total seja de 1,6 milhão de toneladas.
Hoje os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar do ranking de países produtores de biscoitos, com 1,5 milhão de toneladas. Os países que seguem o Brasil neste ranking são: Inglaterra, com 67 mil toneladas, Alemanha, com 59 mil toneladas e França, com 54 mil toneladas.
No quesito consumo per capita/ano, a Holanda é campeã, com 13,9 quilos, seguida da Irlanda (12,1), Bélgica (11,9), Inglaterra (11,2) e França (9). No 14º lugar, com 5,9 quilos per capita, o Brasil tem seu consumo aos níveis de países como Áustria (6,2 quilos) e Grécia (4,9 quilos).
A segmentação do mercado nacional de biscoitos é a seguinte: água sal /Cream Craker –22,0%; wafer –7,6%; recheado –28,7%; secos, doces especiais –16,5%; salgados – 8,4%; maria, maisena –11,4%; importados –0,1%; outros – 5,3%.
As regiões Norte e Nordeste são as que mais consomem biscoito no País, com 26,7% do total. Em seguida vem o estado de São Paulo (Grande São Paulo com 9% e Interior com 17%), com 26%. Depois: Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, 17,1%; Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, 16%; Grande Rio, 8,4% e Centro Oeste, 5,8%.

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