Secretários deixam de comparecer a debate

Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus criticaram a ausência das secretarias de Saúde do Estado e do município e do MP (Ministério Público Estadual) na audiência pública realizada ontem na Câmara Municipal de Manaus, para tratar dos serviços prestados pelas cooperativas junto a essas secretarias.
A presidente da comissão de Saúde da Casa, vereadora Lúcia Antony (PC do B), esclareceu que a audiência aconteceu em caráter extraordinário e que a ausência dos secretários não invalidavam a discussão, solicitada pelo vereador e médico Francisco Gomes (PP).
“Preocupado com o impasse criado entre as cooperativas e o Ministério Público, estamos realizando essa discussão para aclarar o fato”, explicou Lúcia. A vereadora disse que hoje as cooperativas estão sendo pagas para prestarem um serviço de competência do Estado e que para se debater o problema deveria ser discutido o sistema de saúde como um todo.

De acordo com a presidente, o Sistema Único de Saúde (SUS) é contraditório dentro de uma política neoliberal adotada no país. “É um impasse para o sistema a questão salarial. Como remunerar melhor a classe médica sem ultrapassar o teto da responsabilidade fiscal? Como o Estado vai pagar um salário justo?”, questionou.
Para Lúcia Antony, deve haver uma discussão maior, pois acabar com o contrato das cooperativas seria um caos na assistência médica. “É preciso ter responsabilidade, ter discussão. O SUS, que tem um conselho com representantes da classe médica, do sindicato e das secretarias, deve participar do debate, pois precisamos usar melhor essas ferramentas que nos são colocadas”, ressaltou, dizendo que a comissão está aberta para discutir o problema e realizar outros debates.

Grande colaboração

O vereador Waldemir José (PT) também declarou ser importante o aprofundamento do tema. Para o petista, a Câmara dá uma grande colaboração aprofundando o debate. Waldemir propôs a realização de outra audiência com a participação das secretarias e do Ministério Público. “Proponho a realização de um debate com os dois envolvidos na questão”, declarou.
O vice-presidente da comissão de Saúde, vereador Isaac Tayah (PHS), informou que todos os órgãos foram convidados para participar e que a ausência dos secretários e do Ministério Público prejudicava o debate. “Como vice-presidente da comissão quero registrar meu repúdio pela ausência dos secretários municipal e estadual que foram convidados e não compareceram”, criticou. Para Tayah, os vereadores precisavam ouvir os dois lados da questão, e não só o das cooperativas. “Não estamos ouvindo o MP e precisamos conhecer a fundamentação do problema”, disse Tayah.

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