4 de dezembro de 2021

Seca deixa postos sem gasolina no Amazonas

Mais de 20 postos de combustível em Manaus estão sem gasolina comum há três dias

Mais de 20 postos de combustível em Manaus estão sem gasolina comum há três dias. De acordo com o Sindicam (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcool e Gás Natural do Amazonas), a seca do rio Madeira -por onde o álcool utilizado na composição da gasolina é transportado- é apontada como principal causa.
Segundo o titular da entidade, Luis Felipe de Moura Pinto, ainda é cedo para falar em reajuste nos preços cobrados nas bombas. “Embora o sindicato não interfira na tabela de valores, não há previsão para aumento”, o presidente adianta. Atualmente, o litro da gasolina comum custa, em média, R$ 1,89.
Com o objetivo de controlar a escassez do combustível, as distribuidoras têm optado pelo abastecimento de metade do que é solicitado. No caso de pedidos de 10 mil litros, por exemplo, apenas 5 mil serão entregues.
Embora não haja previsão para solucionar a falta, Moura frisa que também é precipitado falar em racionamento. “O problema é passageiro e a divisão do estoque tende a amenizar a falta”, arrisca o vice-presidente do Sindicam, Geraldo Dantas. No total, são 250 postos de combustível na capital amazonense.
A Petrobras Distribuidora confirmou através de nota que o fornecimento de gasolina comum para Manaus está prejudicado devido às dificuldades em transportar o combustível através de balsa pelo rio Madeira. Até o fechamento da matéria, ainda não havia confirmação de normalizar as entregas.

“Seca é normal nesta época do ano”, diz Moura
O presidente do Sindicam destaca que a seca que afeta o rio Madeira entre os meses de agosto, setembro e outubro sempre atrapalham a entrega das cargas em Manaus. “Durante a temporada, as balsas só podem navegar com 40% da capacidade para desviar o fenômeno da natureza”, explica Moura. Segundo ele, Rondônia também está sofrendo com o não abastecimento.
Todo combustível utilizado na capital é trazido para o Estado direto de Porto Velho através do rio Madeira. “Se a passagem seca mais do que o habitual, navios e balsas ficam impossibilitados de atravessarem com gasolina, óleo, anidro e hidratado”, diz Dantas.

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