Se governo não negociar, centrais prometem parar

As centrais sindicais disseram no final da manhã de hoje que ganharam mais condições de negociar com o governo após os protestos realizados ontem em todo o país.
Os representantes também afirmaram que darão um prazo para o governo cumprir ou abrir para negociar a pauta de reivindicações das centrais sindicais e, caso não seja cumprido, haverá uma paralisação nacional no dia 30 de agosto.
“Vamos dar um prazo para o governo cumprir a pauta de reivindicações ou abrir negociações efetivas. Com os atos de ontem, ganhamos mais condições de negociar com o governo”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical.
“As manifestações foram bem-sucedidas e a data se tornou um dia histórico”, complementou Paulinho da Força. “Não querermos parar o Brasil como fizemos ontem. Mas, não podemos aceitar que o governo não nos ouça”.
Os protestos, que fizeram parte do “Dia Nacional de Lutas”, reuniram cerca de 90 mil pessoas em 18 capitais, segundo estimativas oficiais. Porém, as manifestações de ontem não tiveram a adesão popular vista em junho, quando mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas. Ontem, as ações foram, em geral, fragmentadas e de pequeno porte.
Ao ser questionado sobre a pouca adesão, José Maria da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) disse que o principal da manifestação não é a quantidade de pessoas. “A característica fundamental ontem foi parar as estruturas. Esta é a força da mobilização, não a quantidade de pessoas que foram para às ruas.”
As centrais sindicais ainda não tem uma estimativa de quantas pessoas participaram dos protestos de ontem mas disseram que, em breve, mais divulgar os dados.

Pedidos

As centrais defendem a derrubada do veto ao fator previdenciário, aplicado nas aposentadorias por tempo de contribuição. O fator previdenciário é uma equação utilizada para calcular a aposentadoria do segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) levando em consideração a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. Ele reduz benefícios para aqueles que se aposentarem cedo.

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