Saúde virtual busca retomada

Definida pela Organização Mundial da Saúde como a “aplicação de conhecimentos e habilidades organizadas na forma de dispositivos, medicamentos, vacinas, procedimentos e sistemas desenvolvidos para resolver um problema de saúde e melhorar a qualidade de vida”, a health tech já vinha conquistando seu devido espaço no mundo das startups. Entretanto, com a pandemia, a tarefa de manter as health techs em ascensão acabou se tornando muito mais desafiadora. Então nos perguntamos o seguinte: o que será que esse nicho está desenvolvendo para se reerguer?

Sobre este cenário, Marcus Figueredo, um dos fundadores da Hi Technologies, empresa que criou o Hilab, menor laboratório do mundo e desenvolveu um teste para para COVID-19 que está sendo disponibilizado para todo o país, diz o seguinte: “Em tempos de pandemia, essas barreiras precisam ser revistas. Temos conhecimento sobre a velocidade de disseminação do coronavírus e sua taxa de letalidade. O sistema de saúde como um todo precisa responder de forma rápida. No cenário que estamos vivendo, temos que aceitar as novas tecnologias para também conseguirmos desenvolver capacidade de tratamento”.

Marcus ainda acrescenta: “A principal dificuldade da saúde, que está sendo superada, é a necessidade de abraçar a inovações com velocidade, aceitar as mudanças e dar uma resposta ágil para o combate ao vírus. Por isso, mudar as regras do jogo e causar disrupções tecnológicas é necessário para vencer a pandemia”.

Já em relação às possibilidades, Marcus aponta que as tecnologias que podem virar o jogo estão aí: exames de sangue pela Internet, telemedicina, Inteligência Artificial, etc.

“Não tenho dúvidas que esses três campos da tecnologia irão contribuir em muito ao combate à COVID-19. Mas acredito que o mais importante é mudarmos a mentalidade do setor e aprender a abraçar a inovação com mais agilidade. Não podemos esquecer que todas essas tecnologias já existiam há algum tempo no mercado, e não estavam ainda mais disseminadas no setor por razões que se mostram hoje pequenas”, aponta. Separamos algumas maneiras que health techs encontraram para se adaptar a este cenário:

Plataforma acessível

As medidas de isolamento social provocadas pela pandemia de coronavírus têm causado mudanças acentuadas na economia. Seja por perda salarial, desemprego ou impossibilidade de trabalhar, as pessoas estão cortando gastos nas mais variadas áreas, e na saúde isso também vem acontecendo. Pensando nisso, a Pop Saúde, criada pela Venture Builder B4B.ventures, está chegando ao mercado com o objetivo de atender a parcela da população que não tem condições financeiras de arcar com um plano de saúde e não quer depender exclusivamente do SUS.

De acordo com o CEO da empresa, Alexandre Gallo, o foco do lançamento tem um cunho social, ajudando as pessoas menos favorecidas na detecção dos sintomas iniciais da COVID-19, evitando que os índices de contágio se elevem ainda mais.

“Estamos falando de uma fatia grande de mercado que deixou recentemente de ter plano de saúde. Nosso objetivo é alcançar um milhão de clientes até o fim de 2021, com a missão de proporcionar acesso à saúde e bem-estar para todas as camadas da população, por meio de um atendimento digno e de qualidade. Nós nos unimos às melhores empresas do setor de saúde, assistência, telemedicina e tecnologia”, explica Gallo.

Questionado pelo Canaltech sobre como surgiu a ideia de criar a plataforma e as condições na área da saúde/economia que levaram a isso, Gallo conta: “Nosso principal objetivo é proporcionar acesso à saúde de qualidade por um valor que qualquer um pode pagar. Criamos uma assinatura familiar como alternativa de acesso a saúde-benefícios para os 70% da população que não pode pagar por um convênio médico e dependem apenas do SUS, então nos unimos aos melhores fornecedores de saúde, assistência e tecnologia para que através de nosso aplicativo, de uma maneira simples e descomplicada possamos proporcionar acesso a rede privada, sem as longas filas de espera do sistema de saúde atual e com preços que qualquer um possa pagar”.

Já em relação à importância do surgimento desse nicho de plataformas de saúde de baixo custo, o CEO afirma: “Viemos para desruptar a forma atual de acesso a saúde, o sistema público atual não é sustentável e os valores dos planos de saúde estão longe da realidade da maioria da população. Precisamos divulgar esse novo modelo de acesso à saúde através de assinatura. Hoje temos assinatura de filmes, música, games, etc, mas no campo da saúde somos os primeiros em nível nacional”.

Para Gallo, as health techs estão conseguindo contornar a situação da pandemia: “Considerando que 80% dos infectados tem quadros leves, a tecnologia da teleconsulta ajudou muito. Essa parcela dos infectados consegue atendimento e orientação sem precisar se deslocar. Isso traz, além da comodidade para o paciente, diminuição da taxa de transmissão, já que evita o deslocamento e o uso do transporte público pelo doente, que pode continuar isolado em casa”.

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