Saúde mamária tem abertura na Câmara

A 8ª Semana Nacional de Incentivo à Saúde Mamária teve sua abertura oficial na CMM (Câmara Municipal de Manaus) na manhã desta segunda-feira. Na tribuna, a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional, Hilka Espírito Santo, falou da importância da divulgação sobra a prática auto-exame para o diagnóstico precoce da doença. “No Brasil, a cada 36 minutos morre uma mulher vítima do câncer de mama e a principal causa é o diagnóstico tardio”, informou.
À frente da associação há três anos, Hilka apontou as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres acometidas pela doença, entre as quais o reduzido número de mamógrafos – aparelho utilizado na detecção do câncer de mama – e de leitos hospitalares. “Para diminuir essa estatística alarmante, precisamos de mamógrafos que funcionem adequadamente, de leitos hospitalares, de acesso facilitado ao mastologista e, principalmente, temos que diminuir o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento”, disse.

Atualmente, o tempo entre o diagnóstico e o tratamento é de três meses, enquanto o indicado, segundo Hilka, é de apenas 30 dias. “Quando diagnosticado precocemente, com tumores medindo até 0,5 centímetros, é possível assegurar a cura da doença”, informou.
O médico e vice-presidente da CMM, Paulo Nasser (PHS), falou da importância de divulgar o auto-exame das mamas. Para o vereador Waldemir José (PT), a campanha ajuda no processo de conscientização, e diminui o número de vítimas fatais. O também petista, vereador José Ricardo falou da capacidade de atendimento do Hospital Getúlio Vargas.
A vereadora Lúcia Antony (PC do B) parabenizou os mastologistas que têm procurado novas técnicas no atendimento das vítimas do câncer. “Esses profissionais têm buscado a prevenção e o diagnóstico precoce para garantir uma saúde mamária a toda a população”, disse.
Lúcia falou da luta dos vereadores da Câmara Municipal para a ampliação das casas de saúde da mulher devidamente equipadas. “O governo do Estado anunciou a transformação da Santa Casa de Misericórdia num centro especializado de atendimento à mulher, faço um apelo nesse momento para que esse centro entre em funcionamento”, declarou Lúcia que reivindicou também um espaço para atender a mulher mastectomizada.
Hilka informou que, para 2007, são esperados 50 mil novos casos de câncer de mama. “Quando se diagnostica uma mulher com câncer de mama, toda uma família adoece porque o tratamento é longo e doloroso. Começa com a cirurgia, passa para a quimioterapia e depois para a radioterapia. Esse ciclo termina com a reconstrução mamária, mas infelizmente, não estamos realizando essa cirurgia aqui no Amazonas”, lamentou.
No próximo dia 29, a Câmara Municipal promove uma audiência pública para discutir a saúde da mulher com assuntos como o câncer de mama e do colo uterino, principal causa de morte entre as mulheres no Estado.

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