‘Saúde é a grande bandeira’ afirma George Lins

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Divulgação

O médico urologista George Lins, que concorre como vice na chapa do PSD/PP e tem o deputado estadual Ricardo Nicolau como candidato majoritário, assume o compromisso em melhorar as condições da área de saúde em Manaus.

E ressalta que essa aliança chega na hora em que a cidade mais precisa de ações eficazes para o combate à pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, a larga experiência de Nicolau como gestor de hospital, e a sua como médico de formação, formam o elo, a afinidade ideal, para fazer da capital uma das melhores em atenção básica no país.

“Ricardo já mostrou o seu lado extremamente humano em dedicar-se às pessoas acometidas de Covid-19 no hospital de campanha. E eu, como profissional de saúde, vi de perto o quanto pacientes precisam ainda de um melhor atendimento”, afirma. “Sem desmerecer os outros candidatos, aparecemos como uma boa opção para implantar um sistema à altura do que Manaus, realmente, merece”, acrescenta.

George afirma ser a nova geração da família Lins que está entrando na política. E estreia já concorrendo com uma chapa majoritária na disputa pela prefeitura de Manaus. É filho do deputado estadual Belarmino Lins e sobrinho do deputado federal Átila Lins, dois parlamentares muito conhecidos no Amazonas.

“São dois exemplos de homens públicos que dedicam toda uma vida em prol das pessoas mais necessitadas, principalmente no interior do Estado”, ressalta. George Lins diz que tem juventude, dinamismo e está bem preparado para administrar a capital pelos próximos quatro anos ao lado de Nicolau, dupla que, segundo sua avaliação, conhece de perto os principais problemas da cidade, em especial na área de saúde.

“Temos soluções ainda para o transporte coletivo, educação, com projetos também para fomentar geração de novos empregos e renda à população, vitimizada pela pandemia”, afirma.

George Lins falou com exclusividade ao Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio – Como é esse começo na política, principalmente concorrendo com uma candidatura em chapa majoritária?

George Lins – Como todos sabem, sou de uma família que tem tradição na política. Meu pai é deputado estadual e meu tio, deputado federal. São dois parlamentares que atuam principalmente no interior do Estado.

E vi o quanto eles são queridos por essas pessoas. Fui várias vezes estimulado a entrar na política, mas precisava antes me firmar como profissional médico. Tenho 12 anos de prática na área.

Hoje, me sinto preparado junto com o Ricardo para administrar Manaus e promover o progresso que realmente a nossa cidade merece.

JC – O deputado Ricardo Nicolau é dono de uma grande instituição hospitalar. O sr. é médico. A população ganha com essa chapa, principalmente no caso da saúde?

GL – Sem dúvida, o Ricardo Nicolau é de uma família bem-sucedida no setor de saúde. E deu demonstração de espírito público. Licenciou-se do mandato sem remuneração para concorrer à prefeitura.

E demonstrou a sua humanidade ao dedicar-se às pessoas acometidas de Covid-19 no hospital de campanha. Vou para a linha de frente ajudar os pacientes.

E nossa afinidade surgiu daí, com uma bandeira forte na área da saúde. Temos bons projetos para melhorar a saúde do nosso município.

JC – O que a candidatura de vocês oferece de diferente em relação às outras chapas na disputa pela Prefeitura de Manaus?

GL – Vejo que a nossa chapa oferece uma alternativa que caracteriza uma renovação, não de forma aleatória, mas com pessoas preparadas, que têm competência e conhecimento para resolver os problemas de Manaus, sobretudo na área de saúde.

Claro, respeitamos nossos adversários. Nossa proposta é oferecer renovação, depositando esperança, fé, porque é através de políticos compromissados que as transformações positivas acontecem.

Os valores morais são importantes. Vamos resgatá-los. As pessoas têm que acreditar nos políticos que querem realmente a renovação.

Somos jovens, temos vigor, disposição, para promover políticas públicas que melhorem a qualidade de vida dessa cidade.

JC – A pandemia, que infelizmente vitimou tantas pessoas, deu uma possibilidade, digamos assim, para vocês (gestor de saúde e médico) estarem com essa chapa disputando as eleições?

GL – A pandemia foi, sem dúvida, algo avassalador, no Brasil, no mundo, e em especial no Amazonas, em Manaus, onde temos discutido muito a questão da imunidade de rebanho.

Manaus foi a cidade que atingiu o primeiro pico da doença. Vimos, realmente, que a saúde não estava estruturada para receber esse grande número de pessoas doentes.

O fato de estarmos juntos atuando nesse setor deu também essa bandeira. Esse contexto de estarmos juntos é justamente para fortalecer a cidade.

A nossa saúde está doente, é precária historicamente.

Então, foi suscitando essa importância, de darmos o melhor para o município, com

mais cobertura nas unidades básicas de saúde, maior acesso a especialistas.

A pandemia trouxe grandes aprendizados. Temos o compromisso de melhorar a saúde de nossa cidade.

JC – Manaus enfrenta grandes problemas no transporte público e na mobilidade urbana. Quais os projetos de vocês para essas demandas?

GL – Vimos de perto esses problemas. Primeiro temos que integrar todo o sistema de transporte coletivo.

Fiscalizar as empresas para ver se realmente cumprem contratos, se estão fazendo  renovação da frota de ônibus, uma exigência contratual.

Ano passado, a prefeitura repassou R$ 360 milhões às empresas, mas o serviço continua muito precário.

Devemos ter maior atenção com as pessoas com deficiência. Não existem rampas de acesso em logradouros públicos, supermercados. É preciso fiscalizar.

Nossas vias não têm calçadas. A lei da acessibilidade precisa ser fiscalizada.

Facilitar o fluxo dos ônibus. A faixa azul não deu muito certo. Vamos dar opções para que os amazonenses possam ter condições ideais de se mobilizar, possibilidade de ir e vir com facilidade.

JC – Como o sr. avalia a importância dos debates e das pesquisas nesse processo eleitoral?

GL – Os debates, sem dúvida, são de extrema importância para os candidatos apresentarem suas propostas aos eleitores, como dizer, vender o seu peixe.

Mas na maioria das vezes, vê-se candidato agredindo o outro. É preciso mudar, ter seriedade, priorizando as propostas.

O tempo na TV e no rádio é importante para o candidato massificar as propostas.

As pesquisas, particularmente, tenho uma certa ressalva, embora muitas delas são consideradas fidedignas.

Se você pensar que estamos falando de uma cidade com 2,2 milhões de habitantes. E que uma amostragem de apenas mil pessoas possa representar de fato uma realidade, é duvidoso.

Eu me questiono muito sobre isso. Não conheço a fundo como essas pesquisas são feitas.

Estou entrando agora nesse cenário político.

Mas acho que a população não pode se basear somente nas pesquisas, não se deixar influenciar, pois elas podem ser tendenciosas.

Não quero julgar e nem criticar ninguém. O debate e o programa de TV têm mais importância porque é a hora de o candidato se revelar para a população, mostrar suas propostas, seu histórico como homem público e de que forma ele poderá contribuir se chegar ao poder.

JC – Manaus tem um orçamento de pouco mais de R$ 6 bilhões. Governar é eleger prioridades. O que vocês irão atacar imediatamente com relação a essas demandas se chegarem à prefeitura?

G L – Sem dúvida, a saúde é uma prioridade, como também a questão da mobilidade urbana, porque estamos vendo o quanto as pessoas estão sofrendo.

A segurança pública também é uma das nossas prioridades.

A prefeitura destinou apenas 0,5% do seu orçamento para a Casa Militar. É muito pouco. Mas investiu R$ 131 milhões  em campanhas publicitárias.

Então, há uma inversão de prioridades sobre o que, realmente, é importante.

A população precisa se sentir segura, protegida.

As pessoas nem sequer conhecem a farda da Guarda Municipal.

Precisamos dar força de polícia para o guarda. Ele deve estar armado para enfrentar a criminalidade.

Também vamos priorizar a geração de emprego e renda.

Manaus foi a cidade que teve a pior taxa de desemprego durante a pandemia. Vamos buscar novas alternativas de trabalho.

JC – Seu pai é muito conhecido como parlamentar, tem destaque na política. O que você absorveu dele nessa sua estratégia de concorrer à prefeitura nas eleições deste ano?

GL – Muitas pessoas não conhecem a atuação do deputado Belarmino Lins porque seu trabalho é mais no interior do Estado. Ele é a cara do Legislativo estadual.

Falo de um parlamentar que tem oito mandatos como deputado estadual.

Contra fatos não há argumentos. Se uma pessoa é conduzida e reconduzida é porque faz muito pela população do nosso Estado.

Ele é um exemplo para mim, tem um espírito público muito aguçado, é bondoso. Ajuda as pessoas. Mas sua principal caraterística é a humildade.

Vemos o quanto as pessoas o amam, e o meu tio também, o deputado federal Átila Lins, que é decano da Câmara. São dois parlamentares que são exemplos para mim.

Estou iniciando uma nova geração da família que está entrando na política.

Quero construir minha própria história na política. Deixar o meu legado.

Eles estarão sempre no meu coração, na minha mente, mas vou ter a minha própria característica, minha personalidade, em tudo que fizer.

JC – Todo manauara reconhece a capital do Amazonas como a capital da Amazônia. Mas temos um lado triste. Não existe um marketing mais sólido para atrair turistas, falta cobertura vegetal, mais arborização e a situação dos igarapés é um cenário desolador. Como vocês avaliam a cidade nesse sentido e o que pensam fazer?

G L – Falamos muito em modelos econômicos complementares da Zona Franca. Precisamos criar novas alternativas, pois ainda somos muito dependentes das empresas instaladas em Manaus.

Explorar a rica biodiversidade com suas belezas naturais é um grande potencial que pode alavancar novos negócios, como o turismo de pesca esportiva, que atrai muitos turistas à região.

Precisamos arborizar mais a cidade, deixá-la mais atrativa para quem vem de fora.

O saneamento é péssimo. Manaus figura  hoje entre as dez piores cidades nesse quesito.

Estamos em sexto lugar. Somente 12,5% da população tem acesso a saneamento básico, segundo dados do Instituto Trata Brasil. É uma vergonha.

Os igarapés estão poluídos, com risco também de poluírem os rios.

A nossa ideia é trazer investimentos de empresários estrangeiros que são sensíveis às causas de preservação da floresta amazônica. É uma bandeira nossa, é o nosso compromisso se chegarmos lá, à Prefeitura de Manaus.

JC – Hoje, existem muitas discussões sobre a volta ou não das aulas presenciais em Manaus devido à pandemia. Já na condição de vice e prefeito, vocês liberariam a retomada das atividades?

GL – É uma questão muito polêmica porque divide opiniões. Jovens sofreram muito com o confinamento. Houve um aumento da ansiedade.

Não tenho ainda uma posição formada. Tem que ser discutido com as autoridades sanitárias, com base em evidências, se realmente pode-se liberar as aulas presenciais, retornando com segurança.

Se tratando de coronavírus, tudo ainda é muito desconhecido.

Sou médico e tive oportunidade de lidar com essas situações de crise na saúde. Cada paciente reage de uma forma.

Hoje, o ensino fundamental é onde existe o maior abandono.

Queremos reabilitar o programa pedagógico no fundamental. Implantar aulas de reforço.

Precisamos criar alternativas de emprego aos jovens. Usar o período fora das aulas para a realização de cursos profissionalizantes, técnicos.

Dar oportunidade para eles trabalharem em algo e ajudar  no custeio da família.

Vamos investir também na biblioteca virtual para facilitar o acesso do jovem ao material de estudo.

Todo governante que tem boa vontade pode realizar muita coisa pela população.

Esse é o nosso compromisso, de fazer o melhor.

Precisamos de políticos que tenham esse comprometimento.

Que saíam do gabinete e estejam nas ruas.

JC – Vocês têm programas específicos para o idoso, como parques municipais?

GL – Sim, pretendemos ampliar os parques municipais do idoso. É importante.

Eles merecem ter convívio social, participar de atividades físicas, recreativas. E terão nossa atenção com muito carinho.

Pretendemos criar clínicas de atendimento a mulheres nas questões sobre prevenção e tratamento de câncer, principalmente o de colo de útero, que tem a maior incidência no Amazonas.

Hoje, não existe na rede pública um laboratório para diagnóstico por biópsia. As pacientes têm que pagar por esses exames. Também vamos priorizar essa demanda.

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