Santander divulga pesquisa de mercado

Pesquisa feita pelo Santander com 80 investidores locais e estrangeiros do mercado de capitais mostrou que esse público acredita que o dólar não deve passar de R$ 2 até o fim do ano, que a Selic deve ficar em 10,75% em dezembro e que o Ibovespa deve encerrar 2007 num patamar entre 54 mil e 58 mil pontos, sendo que 21% dos entrevistados acreditam que o índice da bolsa pode até ultrapassar os 60 mil pontos.
O levantamento foi realizado no final do mês de agosto, durante a 8ª Conferência Anual Brasil, sediada em Campos do Jordão, logo após as piores semanas de turbulência da “crise dos subprimes”. A conferência reuniu analistas setoriais do Santander, representantes de empresas (CEOs e CFOs) listadas na Bovespa e investidores locais e estrangeiros.
No evento, os investidores tiveram a oportunidade de conversar com os representantes das companhias, muitas vezes com a presença dos analistas que as cobrem. “O resultado da pesquisa foi animador, pois os investidores ainda estavam tentando digerir as consequências da crise e, mesmo assim, viram sinais positivos para a economia brasileira”, disse o economista-chefe e head of equity do banco, André Loes.

Prováveis destaques

Um dado curioso da pesquisa é que nenhum dos quatro maiores setores que compõem o Ibovespa (petróleo e gás, mineração, siderurgia e bancos) está entre os quais se espera performance acima da média em suas ações. Para os investidores, as empresas que se encaixam nesse perfil são as “small caps”, que inclui o segmento de varejo e consumo. Não houve consenso total sobre quais setores terão desempenho abaixo da média, e apenas um foi citado pela maioria (51%): aviação e transporte, seguido de longe pelos bancos (14%).
No que diz respeito às empresas individualmente mais procuradas, os investidores locais e estrangeiros tiveram comportamento distinto: enquanto os primeiros procuraram mais por Gerdau e Perdigão, os estrangeiros mostraram maior interesse pela Net, seguida por Gafisa, Localiza e Petrobras.
Para cerca de dois terços dos entrevistados, a tendência do fluxo de investimentos permanecerá positiva ao longo de 2007, sendo que para 35% deles haverá substancial entrada de recursos, enquanto 32% acreditam num fluxo de entrada modesto. Apenas 7% dos pesquisados acreditam em saída líquida de ativos. Vale destacar que 26% acham que o fluxo será mantido.
O setor de consumo foi o que mais teve demanda de encontro entre os investidores locais e representantes de empresas. Já no caso dos investidores estrangeiros, a demanda maior foi pelo segmento de planos de saúde, o que causou surpresa ao Banco, devido ao seu tamanho relativamente pequeno. Já o setor de construção foi um dos que teve menor procura tanto pelos estrangeiros quanto pelos locais.

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