7 de março de 2021

Quem nunca ouviu falar da camada de ozônio, que tanto preocupa cientistas, pela sua redução?

O ozônio é uma frágil camada de gás que envolve a Terra e protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do ar das cidades e a chuva ácida. Mas, nas alturas da estratosfera (entre 25 e 30 km acima da superfície), é um filtro a favor da vida. Sem ele, os raios ultravioleta poderiam aniquilar todas as formas de vida no planeta.

No início do ano passado, uma startup da Universidade Federal de Santa Catarina fez testes com o gás e constatou que ele foi eficiente na eliminação de 99,9% das amostras de dois tipos de vírus em ambientes fechados e com alto fluxo de pessoas, sendo um deles bastante semelhante ao coronavírus.

De olho nessa tecnologia, a Astech Serviços e Fabricação Ltda, do Rio de Janeiro, desenvolveu o Sanitech, aparelho que serve para a descontaminação de ambientes, purificando e esterilizando o ar, evitando assim a contaminação cruzada (quando uma pessoa doente contamina outra sã) por microrganismos, como bactérias, vírus e fungos, bem como odores indesejáveis.

“Em abril do ano passado, eu soube dessa tecnologia desenvolvida pela Astech e fui até o Rio para conseguir a sua representação aqui para o Norte, o que acabou por acontecer”, contou Sirlan Cohen, proprietário da Cohen Serviços e Obras Ltda, que em Manaus já trabalha com obras, reparos de eletricidade, higienização de ambientes e outros serviços, desde 2009.

Sirlan Cohen já trabalha com obras, reparos de eletricidade, higienização de ambientes desde 2009

Testes surpreenderam

Fundada em 2015, a Astech é uma empresa de base tecnológica, localizada no Distrito de Corrêas, em Petrópolis/RJ, especializada no desenvolvimento de produtos sustentáveis com soluções inovadoras principalmente para a área de saúde, como o Sanitech, que utiliza a tecnologia do gás de ozônio em baixa concentração. Nos últimos anos, tornou-se evidente o uso do gás ozônio como elemento químico para controle antimicrobiano em diversas áreas. Devido ao seu alto poder oxidante se destaca como composto útil para desinfecção e/ou esterilização. Na oxidação de materiais biológicos, o efeito bactericida do O3 é maior que o cloro que atua por meio da oxidação da parede celular, membrana citoplasmática e demais constituintes da estrutura celular microbiana.

Ainda no ano passado, a Astech enviou um ofício ao Ministério da Saúde solicitando uma avaliação do Sanitech. Por sua vez o Ministério reenviou o ofício à Anvisa que, após avaliá-lo considerou que, por não se tratar de um produto para a saúde, nem saneante, não seria necessária a autorização da Anvisa para a sua fabricação e respectiva comercialização.

“Pra completar, a pesquisadora Karyne Rangel, doutora em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, pesquisadora no Laboratório de Bioquímica de Proteínas e Peptídeos do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, realizando seu segundo pós-doutorado na área de microbiologia, se ofereceu para realizar um estudo colaborativo sobre a eficácia do ozônio e os testes obtiveram resultados preliminares surpreendentes, mostrando que uma baixa concentração de ozônio (média de 0,014 ppm) foi capaz de interferir significativamente na viabilidade celular da maioria das bactérias estudadas através da inibição do crescimento”, explicou Sirlan.

Notícias pelo mundo disseram até que o ozônio poderia combater o coronavírus, porém, uma Nota Técnica publicada pela Anvisa em novembro passado, com informações sobre o uso de ozônio como produto desinfetante mostrou que, uma revisão de dados de estudos nacionais e internacionais concluiu que não foram apresentadas evidências científicas relacionadas à eficácia desinfetante do ozônio contra o vírus. Além disso, o documento afirma que, embora tenha ação desinfetante na água de consumo humano e seja utilizado com esta finalidade, principalmente na Europa, o uso do ozônio tem potencial para causar danos agudos e crônicos em humanos, caracterizados por lesões na pele, nas vias respiratórias e nos olhos, e por reações alérgicas.  

Purificador e esterilizador

O ozônio é um bactericida e germicida natural e possui diversas propriedades, atuando como um importante e potente agente oxidante na purificação e esterilização do ar ambiente. Já foi demonstrado que bastam poucos minutos de exposição ao gás, para que bactérias, vírus e fungos (e seus esporos) sejam inativados.

“Ele é 100 vezes mais potente do que o cloro, e age numa velocidade 3.000 vezes mais rápido do que este”, disse.

Só se deve ter cuidado com geradores de ozônio, ionizadores, lâmpada de UV e saneantes químicos, pois estes podem ser prejudiciais à saúde em altas concentrações.

“Trata-se de um gás incolor e invisível. Só sentimos a sua presença através do cheiro, parecido com aquele que fica após uma tempestade com raios. O Sanitech faz o mesmo que o raio ao quebrar as moléculas do oxigênio. Ele pode ser usado dentro do carro, e elimina qualquer mau cheiro, como o odor de cigarro, por exemplo”, afirmou.

Atualmente Sirlan está demonstrando o equipamento em empresas, escritórios, colégios, creches, hospitais, clínicas, consultórios dentários, pets, academias, hotéis, shoppings, supermercados, táxis, ônibus e outros.

“Desde quando trouxe os primeiros aparelhos para Manaus, ainda no ano passado, instalei alguns na minha Peixaria Japurá. Fiz testes em ônibus, para eliminação do mau cheiro no interior dos veículos, tanto que as empresas aprovaram que o estão usando, inclusive o Detran deu um atestado de capacidade técnica do aparelho”, concluiu.

Outras informações: 9 8547-2671.

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